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King Seiko SJE089 / SJE091: A Redenção das Proporções e o Retorno Definitivo da Elegância KSK com o Calibre 6L35


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Estabelecimento da linha de produção regular de alta gama (não limitada) com o calibre fino 6L35. Este lançamento corrigiu as proporções de espessura da série SPB anterior, aproximando-se fielmente do perfil original do KSK de 1965.

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RESUMO

O lançamento dos modelos King Seiko SJE089 (mostrador prateado) e SJE091 (mostrador preto) em 2023 marcou um ponto de inflexão crítico na estratégia de renascimento da lendária submarca da Seiko. Até este momento, a reintrodução moderna do King Seiko dividia-se em edições limitadas de custo proibitivo ou modelos de produção regular da série SPB que, embora esteticamente agradáveis, sofriam críticas dos puristas devido à espessura excessiva imposta pelo calibre 6R31. Os modelos SJE089 e SJE091 representam a síntese perfeita e a correção de curso esperada: a implementação do calibre fino 6L35 em uma linha de produção regular (não limitada). Com uma caixa de apenas 10,7 mm de espessura, estas peças não apenas superam a série SPB em refinamento técnico, mas conseguem ser, surpreendentemente, mais finas do que o KSK original de 1965 (o lendário 44KS), mesmo sendo automáticos. Este lançamento solidificou o posicionamento da King Seiko como o elo perdido entre a Seiko padrão e a Grand Seiko, oferecendo o acabamento Zaratsu e arestas afiadas que definiram a 'Gramática do Design' de Taro Tanaka, mas agora com proporções que respeitam a integridade histórica da silhueta no pulso. É a manifestação contemporânea da rivalidade histórica da Daini Seikosha, trazida à vida com engenharia moderna.

HISTÓRIA

A história do King Seiko SJE089 e SJE091 não pode ser dissociada da intensa rivalidade interna da Seiko na década de 1960, nem da complexa reintrodução da marca na década de 2020. Originalmente, a King Seiko era o produto da Daini Seikosha (fábrica de Kameido), criada para competir diretamente com a Grand Seiko da Suwa Seikosha. O objetivo era acelerar a inovação através da competição interna. Em 1965, a Daini lançou o 44KS (KSK), que estabeleceu a identidade visual da marca: garras angulares, superfícies planas polidas espelhadas e legibilidade suprema. Quando a Seiko decidiu reviver a King Seiko como uma submarca independente em 2022, a recepção foi mista. Os modelos iniciais de produção em massa (série SPB) capturaram a estética visual, mas falharam na experiência tátil e dimensional. Equipados com o calibre 6R31, tinham uma espessura de cerca de 12,1 mm, o que desequilibrava o perfil elegante de 37-38 mm, fazendo o relógio parecer 'gordo' e alto no pulso em comparação com os originais de corda manual. A Seiko estava ciente dessa discrepância. Em 2023, a resposta chegou com os modelos SJE089 e SJE091. A designação 'SJE' indica o uso da família de movimentos 6L, a resposta da Seiko aos calibres suíços finos como o ETA 2892. Ao utilizar o 6L35, a Seiko conseguiu reduzir a espessura da caixa para 10,7 mm. Para colocar isso em perspectiva histórica, o KSK original de 1965 (movimento manual 44A) tinha 10,9 mm de espessura (incluindo o cristal acrílico alto). Portanto, os modelos SJE089/091 conseguiram o feito de engenharia de serem 0,2 mm mais finos que o ancestral vintage, apesar de acomodarem um rotor de carregamento automático e uma data, mantendo a robustez moderna e um cristal de safira. Este lançamento marcou a 'maioridade' da nova era King Seiko. Não se tratava mais apenas de uma homenagem estética acessível, mas de uma peça de alta relojoaria que competia em especificações e acabamento. As caixas são finalizadas com a técnica Zaratsu, exigindo artesãos qualificados para polir as superfícies planas das garras sem distorção, uma característica anteriormente reservada quase exclusivamente à Grand Seiko. A construção da pulseira também foi refinada para estes modelos, oferecendo uma articulação mais fluida que remete ao conforto das pulseiras vintage, mas com a solidez da manufatura contemporânea. O SJE089 e SJE091 representam, portanto, a fusão definitiva entre o espírito competitivo da Daini Seikosha dos anos 60 e a capacidade industrial da Seiko moderna.

CURIOSIDADES

1. O acrônimo original 'KSK' que inspira este design significa 'King Seiko Kisei-Tsuki', que traduzido refere-se à função de 'hacking' (parada de segundos), uma inovação crucial na década de 1960. 2. Apesar de ser um relógio automático moderno, o SJE089/091 é 0,2 mm mais fino do que o modelo original de corda manual de 1965, um feito notável de engenharia de caixa. 3. O marcador das 12 horas possui uma textura distinta 'hachurada' ou piramidal, projetada para captar a luz de maneira diferente dos outros marcadores polidos, uma homenagem direta aos designs de Taro Tanaka. 4. A largura das garras de 19mm é historicamente correta para os modelos vintage da Seiko, embora seja uma medida frequentemente criticada por dificultar a troca de pulseiras modernas (que geralmente são 18mm ou 20mm). 5. Diferente das reedições limitadas anteriores que usavam o medalhão dourado 'KS' no fundo, estes modelos de produção regular apresentam um novo design de escudo King Seiko em relevo no aço, simbolizando a modernização da linha. 6. O Calibre 6L35 é montado na Shizukuishi Watch Studio, o mesmo local onde são produzidos os relógios mecânicos da Grand Seiko, garantindo um nível de controle de qualidade superior ao da linha Presage padrão. 7. A caixa utiliza um 'Super Hard Coating' (DiaShield), uma tecnologia proprietária invisível que protege o polimento Zaratsu contra pequenos arranhões do dia a dia, preservando o brilho espelhado.

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