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Universal Genève UniQuartz Beta 21: O Momento Decisivo da Vanguarda Suíça na Revolução do Quartzo de 1970


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A Universal Genève foi uma das marcas participantes do consórcio Centre Électronique Horloger (CEH) que desenvolveu o primeiro movimento de quartzo suíço de produção, o Beta 21. A marca lançou um número muito limitado de relógios (frequentemente sob o nome UniQuartz) utilizando este calibre histórico, grande e retangular, apresentado na Feira de Basel de 1970.

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RESUMO

O Universal Genève UniQuartz Beta 21 não é apenas um relógio; é um artefacto de um dos momentos mais turbulentos e inovadores da relojoaria suíça. Nascido do esforço colaborativo do Centre Électronique Horloger (CEH), este relógio representou a audaciosa resposta da Suíça à crescente ameaça do quartzo japonês no final dos anos 60. Lançado em 1970, posicionou-se não como uma alternativa económica, mas como o auge da tecnologia de luxo. O seu público-alvo era o conhecedor vanguardista, o indivíduo que valorizava a inovação tecnológica tanto quanto o design arrojado. A filosofia de design foi singularmente ditada pelo seu movimento: o calibre Beta 21, grande, retangular e pioneiro. Esta restrição técnica forçou os designers da Universal Genève a criar caixas monumentais, muitas vezes assimétricas ou em formato 'tonneau', que eram declarações de design 'space-age' por si só. A sua importância histórica é imensa; marca a primeira produção em série de um movimento de quartzo suíço, um esforço conjunto de marcas icónicas para moldar o futuro. Embora a sua vida comercial tenha sido curta, superada por tecnologias de quartzo mais eficientes, o UniQuartz Beta 21 permanece como um testemunho da resiliência, engenharia e estética disruptiva de uma era de transição crucial para a relojoaria.

HISTÓRIA

A história do Universal Genève UniQuartz Beta 21 é a crônica da resposta coletiva da indústria relojoeira suíça a uma crise existencial. No final da década de 1960, a corrida para desenvolver o primeiro movimento de quartzo de pulso estava no seu auge, com os engenheiros suíços e japoneses em competição direta. Em resposta a este desafio, foi formado o Centre Électronique Horloger (CEH) em Neuchâtel, um consórcio de investigação sem precedentes que incluía potências como Rolex, Patek Philippe, Omega, IWC e, claro, a Universal Genève. O objetivo era claro: unir recursos para desenvolver um movimento de quartzo suíço que pudesse competir no cenário mundial. Após vários protótipos, o resultado foi o calibre Beta 21, finalizado em 1969 e apresentado ao mundo na Feira de Basileia de 1970. Este movimento era uma maravilha tecnológica, mas também um monstro em termos de tamanho e forma. Ao contrário dos movimentos redondos e compactos que se seguiriam, o Beta 21 era grande, retangular e complexo. Esta arquitetura única tornou-se simultaneamente a sua maior limitação e a sua mais forte assinatura de design. A Universal Genève, como membro participante, abraçou este desafio, lançando uma série muito limitada de relógios sob o nome 'UniQuartz'. Estes relógios não eram uma 'geração' que evoluiu ao longo do tempo, mas sim uma explosão de criatividade concentrada num curto período. Os designers não tinham outra escolha senão criar caixas que pudessem acomodar a forma inusitada do movimento. O resultado foram alguns dos designs mais arrojados e emblemáticos dos anos 70. Referências como a Ref. 153 e 157 da Universal Genève destacam-se pelos seus designs de caixa assimétricos e esculturais, muitas vezes em ouro maciço, sublinhando o seu estatuto de luxo. Eram peças pesadas, imponentes e inconfundivelmente futuristas. O impacto do Beta 21 foi paradoxal. Foi uma vitória tecnológica que demonstrou a capacidade de inovação suíça, mas uma derrota comercial. O movimento era caro de produzir, difícil de reparar e consumia muita energia. Em poucos anos, foi tornado obsoleto por movimentos de quartzo japoneses mais simples, baratos e eficientes. Consequentemente, a produção total do Beta 21 foi limitada a cerca de 6.000 unidades, distribuídas por todas as marcas do consórcio. A quota da Universal Genève foi uma pequena fração desse total, tornando os seus modelos UniQuartz extremamente raros hoje. Para a marca, representou um capítulo fascinante de vanguarda tecnológica, mas não uma direção sustentável. Hoje, estes relógios são procurados por colecionadores que entendem o seu significado: não são apenas relógios de quartzo, são monumentos de uma batalha crucial na história da relojoaria.

CURIOSIDADES

O movimento Beta 21 foi um projeto colaborativo, com versões lançadas por marcas de elite como Patek Philippe (Ref. 3587), Rolex (o famoso Ref. 5100 'Texan'), e Omega (Electroquartz). Ao contrário do 'tique' seco dos relógios de quartzo modernos, o Beta 21 tinha um ponteiro de segundos de movimento contínuo e suave, graças à sua frequência de 8192 Hz e a um motor vibratório em vez de um motor de passo. Os relógios equipados com o Beta 21 emitem um zumbido audível característico, um som da sua tecnologia eletromecânica pioneira, tornando-os reconhecíveis mesmo de olhos fechados. Estima-se que apenas cerca de 6.000 movimentos Beta 21 foram produzidos no total. A produção da Universal Genève foi uma pequena fração disso, tornando os seus modelos 'UniQuartz' particularmente raros. Enquanto o movimento é tecnicamente o Beta 21, a Universal Genève marcou os seus mostradores com a designação 'UniQuartz', criando uma identidade de marca própria para a sua incursão nesta tecnologia. Longe de serem uma alternativa barata, os primeiros relógios Beta 21 eram produtos de luxo extremo. Um Rolex 'Texan' de ouro com o Beta 21 custava mais do que um Rolex Day-Date de ouro na época. A forma inusitada do movimento forçou os designers a criar caixas arquitetónicas e assimétricas, que se tornaram um ícone do design 'space-age' dos anos 70.

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