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Hamilton Nautilus 500: A Vanguarda Elétrica que Eletrificou a Conquista das Profundezas


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Reconhecido como o primeiro relógio de mergulho elétrico da marca, lançado em 1961. Equipado com o movimento Calibre 505 em uma caixa de aço inoxidável robusta, uniu a tecnologia pioneira de bateria com a crescente demanda por relógios esportivos subaquáticos.

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RESUMO

Em 1961, numa era dominada pela relojoaria mecânica, a Hamilton ousou desafiar o status quo com o lançamento do Nautilus 500. Reconhecido como o primeiro relógio de mergulho elétrico da marca, este modelo representou uma fusão audaciosa entre a tecnologia de vanguarda da Hamilton e a crescente febre pelos desportos subaquáticos. Posicionado como uma alternativa futurista aos robustos ícones mecânicos da época, como o Rolex Submariner e o Blancpain Fifty Fathoms, o Nautilus 500 visava um público que apreciava tanto a inovação tecnológica quanto a performance em ambientes exigentes. A sua filosofia de design assentava na legibilidade e na robustez, características essenciais para um instrumento de mergulho, mas com um coração radicalmente diferente: o Calibre 505, alimentado por uma bateria. Esta abordagem eliminava a necessidade de corda manual, uma vantagem prática significativa para um relógio cuja coroa deveria permanecer selada. A sua importância horológica reside precisamente neste cruzamento de mundos: foi um dos primeiros relógios a provar que a energia elétrica podia ser suficientemente fiável para aplicações profissionais, servindo como uma ponte tecnológica crucial entre a era mecânica e a iminente revolução do quartzo, e cimentando o legado da Hamilton como uma força de inovação disruptiva.

HISTÓRIA

A história do Hamilton Nautilus 500 é um capítulo fascinante na crônica da inovação relojoeira, nascido na interseção de duas grandes tendências do pós-guerra: a corrida pela tecnologia de precisão e a popularização do mergulho recreativo. No final da década de 1950, a Hamilton surpreendeu o mundo com o Calibre 500, o coração do primeiro relógio de pulso elétrico, o icónico Ventura de 1957. Este movimento, embora revolucionário, apresentava desafios de fiabilidade. A sua evolução, o Calibre 505, lançado pouco depois, era uma versão substancialmente mais robusta e estável, pronta para ser implementada em relógios que exigiam mais do que apenas um design vanguardista. O palco estava montado para a Hamilton levar a sua tecnologia pioneira para um novo e exigente território: as profundezas do oceano. Em 1961, a cultura do mergulho, impulsionada por figuras como Jacques Cousteau, estava em plena expansão. Relógios de mergulho eram ferramentas essenciais, não acessórios de moda, e a fiabilidade era primordial. A Hamilton identificou uma oportunidade única: oferecer um relógio de mergulho que não precisava de ser aberto para dar corda, minimizando assim o risco de comprometer os selos de estanqueidade. Assim nasceu o Nautilus 500. O modelo foi projetado como um verdadeiro 'tool watch'. A sua caixa de aço inoxidável, frequentemente no estilo robusto de 'Super Compressor' ou com uma distintiva coroa de cantil aparafusada, foi construída para resistir à pressão. O mostrador preto mate com grandes marcadores luminescentes e ponteiros largos seguia os princípios de design estabelecidos pelos pioneiros mecânicos, priorizando a legibilidade instantânea em condições de pouca luz. A luneta rotativa externa permitia aos mergulhadores monitorizar o tempo de fundo com segurança. O que o diferenciava era o seu zumbido elétrico. O Calibre 505 oferecia uma precisão que superava a maioria dos seus contemporâneos mecânicos e uma conveniência inigualável. O Nautilus 500, juntamente com os seus irmãos como o Nautilus 600, existiu em várias referências, como a 5002, com subtis variações no design da caixa, ponteiros e mostrador, tornando-se um campo fértil para colecionadores. Embora não tenha alcançado o volume de produção ou o status icónico dos seus rivais mecânicos, o seu impacto foi profundo. O Nautilus 500 provou que a tecnologia alimentada por bateria podia ser robusta e confiável o suficiente para as aplicações mais extremas, antecipando em quase uma década o domínio dos relógios de mergulho a quartzo que emergiriam nos anos 70. Hoje, o Hamilton Nautilus 500 é um testemunho raro e procurado de um período de transição audacioso, um relógio que encapsula o espírito otimista e tecnologicamente avançado do início dos anos 60.

CURIOSIDADES

O nome 'Nautilus' evoca a exploração submarina, celebrizado pelo submarino do Capitão Nemo em 'Vinte Mil Léguas Submarinas' de Júlio Verne. O uso do nome pela Hamilton antecede em 15 anos o icónico Patek Philippe Nautilus, lançado em 1976. O seu movimento, o Calibre 505, é um descendente direto e melhorado do Calibre 500, o primeiro movimento de relógio elétrico do mundo, famoso por equipar o Hamilton Ventura usado por Elvis Presley. No seu marketing, a Hamilton destacava a vantagem de não precisar de corda como um benefício de fiabilidade, pois a coroa, um ponto fraco para a entrada de água, podia permanecer selada por longos períodos. Devido à natureza delicada dos primeiros movimentos elétricos e ao ambiente hostil para o qual foram projetados, encontrar um Nautilus 500 original em pleno funcionamento é um desafio e um prémio para os colecionadores de relógios vintage. Existem variações de design significativas, incluindo modelos com caixas do tipo 'Super Compressor', que usam a pressão da água para aumentar a vedação, e outros com uma distinta tampa de coroa aparafusada, conhecida como 'canteen style'. Embora o nome sugira uma resistência de 500 pés, muitos modelos da série foram, na verdade, classificados para 600 pés (cerca de 183 metros), demonstrando a confiança da Hamilton na robustez da sua construção.

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