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King Seiko SJE083 "KSK Re-creation": O Renascimento da Excelência da Daini Seikosha e o Retorno do Rei em 2021


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O relançamento oficial da marca King Seiko como uma linha permanente. Recriação fiel do KSK de 1965, equipada com o calibre moderno 6L35 e medalhão dourado no fundo da caixa.

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RESUMO

Lançado em janeiro de 2021 como parte das celebrações do 140º aniversário da Seiko, o King Seiko SJE083 (conhecido no Japão como SDKS001) não é apenas um relógio, mas um manifesto histórico. Este modelo marca o retorno oficial e tangível da lendária marca King Seiko, que permaneceu adormecida nas sombras da Grand Seiko por décadas. Trata-se de uma recriação meticulosa e fiel do King Seiko KSK de 1965 (referência 44-9990), a segunda geração da linha que definiu a identidade visual da marca. O SJE083 captura a essência da 'Gramática do Design' de Taro Tanaka com suas garras angulares, superfícies planas espelhadas com polimento Zaratsu e o índice das 12 horas texturizado. Diferente de reedições superficiais, este modelo incorpora o calibre moderno e ultra-fino 6L35, permitindo que a caixa mantenha as proporções elegantes do original, apesar da transição de um movimento manual para um automático. Limitado a 3.000 peças, o SJE083 restabeleceu a dignidade da Daini Seikosha, trazendo de volta o icônico medalhão dourado no fundo da caixa e servindo como a vanguarda para o estabelecimento da King Seiko como uma linha permanente e premium no catálogo contemporâneo da manufatura japonesa.

HISTÓRIA

A história do King Seiko SJE083 é inseparável da intensa rivalidade interna que impulsionou a Seiko à supremacia horológica global nos anos 1960. A corporação operava com duas subsidiárias de manufatura competindo ferozmente entre si: a Suwa Seikosha (criadora do Grand Seiko) e a Daini Seikosha (criadora do King Seiko). O objetivo era simples: quem produzisse o relógio mais preciso e belo ganharia prestígio. Em 1965, quatro anos após o primeiro King Seiko, a Daini lançou o lendário KSK (Série 44KS). A sigla KSK derivava de 'King Seiko Kiseki-Tsuki' (King Seiko com parada de segundos), uma função vital para a sincronização precisa. O KSK de 1965 foi fundamental porque introduziu uma nova linguagem de design. Ele abandonou as curvas suaves dos relógios tradicionais em favor de arestas vivas, superfícies planas e polimento espelhado sem distorção, um estilo que viria a ser codificado como a 'Gramática do Design'. Durante a Crise do Quartzo e a consolidação das marcas, a linha King Seiko foi descontinuada, tornando-se uma relíquia cultuada por colecionadores que valorizavam a qualidade da Daini Seikosha, muitas vezes considerada paritária à Grand Seiko, mas sem o mesmo marketing. Em 2021, para celebrar os 140 anos da fundação da Seiko por Kintaro Hattori, a marca decidiu ressuscitar o 'Rei'. O SJE083 foi o modelo escolhido para esta tarefa hercúlea. A equipe de desenvolvimento enfrentou o desafio de modernizar o KSK sem trair sua alma. A escolha do movimento foi crítica; o calibre original 44A era de corda manual e fino. Usar os calibres robustos da série 8L ou 6R resultaria em um relógio excessivamente espesso, destruindo a elegância do perfil original. A solução foi o Calibre 6L35, um movimento automático fino introduzido em 2018, que permitiu que o SJE083 mantivesse uma espessura de apenas 11,4mm (apenas 0,5mm a mais que o original, contabilizando o vidro de safira e o sistema de corda automática). Visualmente, o SJE083 é uma 'cópia carbono' aprimorada. As garras robustas e facetadas são polidas com a técnica Zaratsu para garantir reflexos perfeitos. O índice das 12 horas possui a textura 'cross-hatch' (hachurada) original, que exigia uma técnica de fabricação especial. O fundo da caixa restaura o famoso escudo dourado com o emblema King Seiko, um símbolo de qualidade cronométrica nos anos 60. A única concessão óbvia à modernidade foi a adição de uma janela de data às 3 horas, algo que o KSK de 1965 não possuía, mas que aumenta a utilidade diária da peça. O SJE083 não foi apenas uma reedição nostálgica; ele serviu como a prova de conceito e o estandarte para o relançamento da King Seiko como uma submarca permanente, posicionada logo abaixo da Grand Seiko, oferecendo acabamento de alta horologia a um público mais amplo.

CURIOSIDADES

1. O nome 'KSK' é uma abreviação técnica: 'KS' para King Seiko e 'K' para 'Kiseki-Tsuki', que significa função de parada de segundos (hacking), uma inovação premium na época do modelo original de 1965. 2. O índice das 12 horas possui uma textura intricada que imita as penas de uma flecha, projetada para captar a luz de maneira diferente dos outros índices polidos, garantindo legibilidade instantânea. 3. A fivela da pulseira do SJE083 é uma reprodução exata do design original dos anos 60, que possui um formato trapezoidal e relevos distintos, algo raramente mantido em reedições modernas. 4. Na coroa do relógio, encontra-se gravado o nome 'SEIKO' e o logotipo 'W' (que indica resistência à água), fiel à tipografia e aos símbolos usados pela Daini Seikosha na era vintage. 5. O medalhão dourado no fundo da caixa não é apenas decorativo; historicamente, ele indicava que o relógio havia passado pelos rigorosos testes de cronometria internos da Seiko, muitas vezes mais estritos que os suíços. 6. Diferente da linha regular King Seiko lançada posteriormente (que usa movimentos da série 6R), este modelo SJE083 utiliza a série superior 6L (6L35), o que justifica seu preço significativamente mais elevado e sua espessura reduzida. 7. A caixa do relógio possui um revestimento 'Super Hard Coating' (DiaShield), uma tecnologia moderna invisível aplicada para proteger o polimento Zaratsu contra arranhões, garantindo que o brilho das facetas dure muito mais que no modelo de 1965.

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