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King Seiko KS1969 SJE109: O Renascimento da Silhueta 'C-Shape' e a Celebração da Era de Ouro da Daini Seikosha


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Lançamento de um novo pilar de design para a marca, revivendo a caixa em formato C-Shape (ou Turtle) típica do final dos anos 60 (inspirada no 45KS/56KS), equipada com calibre 6L35 e braceletes multi-link polidos.

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RESUMO

Lançado em 2024, o King Seiko KS1969 (Referência SJE109) marca um momento crucial na estratégia de renascimento da lendária submarca da Seiko, estabelecendo um novo pilar estético que diverge das linhas angulares da série KSK para abraçar a fluidez ergonômica do final da década de 1960. Este modelo é uma reinterpretação contemporânea dos icônicos designs de caixa 'C-Shape' ou 'Turtle' que caracterizaram referências históricas como o 45KS e o 56KS. O SJE109 destaca-se pelo seu mostrador prateado com uma textura sutil que evoca a arquitetura moderna de Tóquio, contrastando com o acabamento espelhado Zaratsu da caixa. Diferente dos relógios volumosos, este modelo prioriza a elegância esguia, utilizando o Calibre 6L35, um movimento automático 'Slimline' de alta performance que permite que o relógio mantenha uma espessura impressionante de apenas 9,9 mm, raridade em relógios modernos com esta resistência à água. A peça é complementada por um bracelete multi-link polido, desenhado para refletir a luz de forma dinâmica, conferindo uma presença de pulso que equilibra o luxo vintage com a precisão técnica moderna. O SJE109 não é apenas uma reedição; é uma declaração de que a King Seiko retornou para reivindicar seu lugar no panteão da alta relojoaria japonesa, honrando o legado da fábrica Daini Seikosha.

HISTÓRIA

A história do King Seiko KS1969 SJE109 não começa em 2024, mas nas oficinas da Daini Seikosha em Tóquio, durante a década de 1960. A Seiko operava sob uma filosofia única de competição interna, onde duas fábricas distintas — Suwa Seikosha (criadora do Grand Seiko) e Daini Seikosha (criadora do King Seiko) — competiam ferozmente para produzir o melhor relógio do mundo. Enquanto a Suwa focava na precisão cronométrica absoluta, a Daini frequentemente experimentava com designs mais arrojados e soluções técnicas inovadoras. O ano de 1969 foi um divisor de águas. Embora famoso pelo lançamento do Astron (o primeiro relógio de quartzo), foi também o ano em que a linguagem de design da King Seiko evoluiu drasticamente. Afastando-se das arestas afiadas e das garras planas da 'Gramática do Design' de Taro Tanaka vista no modelo 44KS, a King Seiko introduziu caixas com curvas contínuas e ergonômicas, conhecidas como 'C-Shape'. Estas caixas, presentes em modelos lendários como o 45KS (equipado com movimentos Hi-Beat de corda manual) e o 56KS (automáticos), foram desenhadas para abraçar o pulso, oferecendo um conforto superior e uma estética futurista para a época. Com a Revolução do Quartzo na década de 1970 e a consolidação das linhas da Seiko, a marca King Seiko foi descontinuada, permanecendo adormecida por décadas, conhecida apenas por colecionadores astutos que valorizavam a qualidade de construção da Daini. O renascimento oficial ocorreu em 2022, focando inicialmente no design angular do KSK de 1965. No entanto, em 2024, a Seiko decidiu que a história da Daini não estaria completa sem reviver a sua segunda fase dourada. O lançamento da série KS1969, liderada pelo modelo SJE109, preenche essa lacuna histórica. A escolha do calibre 6L35 foi deliberada e crítica para este projeto. Os originais de 1969, especialmente os de corda manual, eram notavelmente finos. Para replicar essa elegância com um movimento automático moderno e robusto, a Seiko utilizou sua plataforma mais fina da série 6L. O SJE109, portanto, serve como um elo físico entre o passado e o presente: ele carrega o DNA visual da era de ouro da relojoaria mecânica japonesa, mas é construído com materiais e tolerâncias do século XXI, simbolizando a resiliência e a inovação contínua da identidade King Seiko.

CURIOSIDADES

1. O índice das 12 horas no SJE109 possui uma textura única que imita a 'pena de uma flecha' (yabane), um padrão tradicional japonês que simboliza firmeza e direção. 2. Embora inspirado na estética de 1969, o SJE109 é tecnicamente mais fino do que muitos dos seus antepassados automáticos vintage da linha 56KS, graças à engenharia do calibre 6L35. 3. O termo 'King' no nome não é apenas marketing; na década de 60, estes relógios eram ajustados para padrões de cronometria que frequentemente superavam os certificados COSC suíços da época. 4. A textura prateada do mostrador do SJE109 é uma homenagem direta à arquitetura contemporânea de Tóquio, cidade sede da antiga Daini Seikosha (hoje Seiko Instruments Inc.). 5. O bracelete multi-link com 13 fileiras de elos é extremamente complexo de polir e montar, projetado para oferecer a flexibilidade de um bracelete 'beads of rice' vintage, mas com a solidez de uma construção moderna. 6. A Daini Seikosha, berço da King Seiko, tinha como símbolo um raio estilizado, que ainda pode ser encontrado gravado em componentes de movimentos ou mostradores de modelos históricos, uma 'assinatura' que os colecionadores buscam avidamente. 7. A caixa 'C-Shape' deste modelo é frequentemente confundida com a caixa 'Turtle' dos mergulhadores da Seiko, mas no contexto da King Seiko, refere-se a uma elegância dress watch, sem o bisel rotativo.

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