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Longines Avigation Watch Type A-7 (2012): A Reencarnação Monumental do Cronógrafo de Piloto com Mostrador Angulado


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Cronógrafo monopulsante com mostrador angulado a 45 graus, inspirado no modelo de 1935.

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RESUMO

Lançado em 2012, o Longines Avigation Watch Type A-7 (Ref. L2.779.4.53.0) representa um dos vértices mais audaciosos e historicamente fiéis da aclamada coleção 'Heritage' da manufatura de Saint-Imier. Este relógio não é apenas um instrumento de medição de tempo; é uma cápsula do tempo horológica que remete diretamente às especificações militares rigorosas do Corpo Aéreo do Exército dos Estados Unidos na década de 1930. A característica mais marcante desta peça, e que define sua arquitetura singular, é o mostrador angulado a 45 graus para a direita. Esta idiossincrasia ergonômica não foi um capricho de design, mas uma solução vital de engenharia para pilotos que precisavam ler o cronógrafo sem retirar as mãos do manche ou do jugo de controle. Com uma caixa robusta de 49mm em aço inoxidável, o modelo de 2012 impõe uma presença física que honra as dimensões dos instrumentos de voo originais, que eram essencialmente movimentos de relógios de bolso adaptados para o pulso. Equipado com o calibre exclusivo L788, um movimento de roda de colunas desenvolvido pela ETA especificamente para a Longines, este modelo combina a estética vintage — evidenciada pelos grandes numerais arábicos e ponteiros tipo 'Breguet' — com a precisão mecânica moderna. O termo 'Avigation', uma amálgama de 'Aviation' e 'Navigation', encapsula perfeitamente o espírito desta peça: um tributo à era de ouro da navegação aérea, revivido com maestria técnica e respeito reverente pela história.

HISTÓRIA

A gênese do Longines Avigation Watch Type A-7 remonta a 1935, um ano crucial para a aviação militar e para a relojoaria instrumental. Durante o período entreguerras, a precisão na navegação aérea não era apenas desejável, mas uma questão de vida ou morte. O Corpo Aéreo do Exército dos Estados Unidos (US Army Air Corps) emitiu a especificação 'Type A-7' para relógios de navegação aérea, estabelecendo critérios rigorosos de legibilidade e funcionalidade. A Longines, já estabelecida como fornecedora preferencial de pioneiros como Charles Lindbergh e Philip Van Horn Weems, respondeu com um instrumento que desafiava as convenções estéticas em prol da utilidade absoluta. O problema central que o Type A-7 resolvia era a visibilidade. Em cockpits apertados, vibrantes e muitas vezes mal iluminados dos anos 30, um piloto precisava verificar o tempo e operar o cronógrafo sem soltar os controles da aeronave. A solução genial foi rotacionar o movimento e o mostrador em 45 graus. Originalmente, esses relógios eram projetados para serem usados na parte interna do pulso; assim, o mostrador alinhava-se verticalmente com o campo de visão do piloto enquanto suas mãos seguravam o manche, permitindo uma leitura instantânea. O modelo relançado em 2012 presta uma homenagem fiel a este legado, mantendo a arquitetura de cronógrafo monopulsante. Diferente dos cronógrafos modernos com dois botões (iniciar/parar e resetar), o design monopulsante — onde um único botão integrado à coroa controla todas as funções de cronometragem — era o padrão de excelência da época e mecanicamente mais complexo de aperfeiçoar. A escolha da Longines de manter uma caixa de 49mm no modelo de 2012 foi uma decisão audaciosa de autenticidade. Enquanto as tendências da época caminhavam para relógios grandes, 49mm ainda era considerado massivo; no entanto, isso refletia fielmente o tamanho dos calibres de relógios de bolso que eram convertidos para uso no pulso nos anos 30. Internamente, a história deste modelo é marcada pela colaboração técnica dentro do Swatch Group. O calibre L788.2 não é um movimento genérico; é uma evolução exclusiva do Valgranges, modificado para incluir uma roda de colunas azulada — um componente premium que garante um acionamento mais suave e preciso do cronógrafo, historicamente associado à alta relojoaria. A inclusão de uma janela de data às 6 horas no modelo de 2012 foi o único ponto de concessão à modernidade prática, um detalhe que gerou debates entre puristas, mas que adicionou funcionalidade ao uso diário. O Avigation Type A-7 de 2012 solidificou a posição da Longines não apenas como uma marca com história, mas como a guardiã mais competente de seu próprio patrimônio, capaz de ressuscitar ferramentas de guerra como objetos de luxo e admiração técnica.

CURIOSIDADES

O termo 'Avigation' é uma palavra-valise histórica criada pela junção de 'Aviation' (Aviação) e 'Navigation' (Navegação), designando especificamente relógios ferramentas para pilotos. Originalmente, o relógio foi projetado para ser usado na parte interna do pulso, o que fazia com que o mostrador a 45 graus ficasse perfeitamente vertical para o piloto segurando o manche. O fundo da caixa do modelo de 2012 possui uma tampa articulada estilo 'Hunter' (tampa de caçador), que se abre através de um botão secreto para revelar o movimento através de um vidro de safira. A coroa canelada e sobredimensionada foi desenhada originalmente para permitir que pilotos ajustassem o relógio ou acionassem o cronógrafo mesmo usando luvas grossas de couro forradas de pele, essenciais em cabines não pressurizadas e geladas. O movimento L788 possui uma roda de colunas feita de aço azulado, uma característica estética e técnica tradicionalmente reservada para a 'Haute Horlogerie', visível apenas quando a tampa traseira é aberta. A Longines produziu este relógio seguindo as especificações militares americanas exatas 'Type A-7', que também foram atendidas por outras marcas na época, como a Meylan, mas a versão da Longines é amplamente considerada a mais refinada.

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