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Andreas Strehler Calibre Papillon d'Or: A Simbiose da Ponte de Ouro Maciço com o Micro-Diferencial Epitelial


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Refinamento do calibre Papillon com ponte maciça em ouro 18k. Inclui o menor diferencial mecânico do mundo para indicação de reserva de marcha. Frequência de 3Hz (21.600 vph), 27 rubis, 162 componentes. Dimensões: 32.0 x 30.0 mm, espessura 5.9 mm.

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RESUMO

- Tipo de Calibre: Mecânico de Corda Manual (Manufatura Andreas Strehler). - Arquitetura: Ponte central em forma de 'Papillon' em ouro maciço 18k. - Dimensões: 32.0 x 30.0 mm (formato tonneau adaptado). - Espessura: 5.9 mm. - Frequência: 3 Hz (21.600 vibrações por hora). - Reserva de Marcha: 78 horas (fornecida por dois tambores de mola em série). - Rubis: 27. - Número de Componentes: 162. - Complicacões: Horas, Minutos, Indicação de Reserva de Marcha via Micro-Diferencial. - Escape: Âncora suíça tradicional, espiral com curva terminal Breguet. - Acabamento: Côtes de Genève circulares, perlage na platina base, anglage manual com ângulos internos reentrantes, polimento espelhado nos componentes de aço, chanfros polidos na ponte de ouro.

HISTÓRIA

A gênese do Calibre Papillon d'Or, introduzido por Andreas Strehler em 2015, representa um marco na alta relojoaria independente, não apenas pela sua estética cativante, mas pela reengenharia fundamental da arquitetura do movimento em torno de um componente estrutural singular: uma ponte maciça em ouro 18k. Andreas Strehler, venerado no círculo da AHCI (Académie Horlogère des Créateurs Indépendants) como o 'Relojoeiro dos Relojoeiros', concebeu este mecanismo como uma evolução direta do calibre Papillon original, mas com uma alteração material que mudaria a dinâmica de fabricação e acabamento. Ao contrário da maioria dos movimentos que utilizam latão ou alpaca (maillechort) para as pontes, o Papillon d'Or emprega uma enorme peça de ouro maciço (disponível em 2N, 3N ou 4N) que atravessa o mostrador, atuando simultaneamente como o esqueleto estrutural que sustenta o trem de engrenagens e como a face visual do relógio. A utilização do ouro como material estrutural apresenta desafios tribológicos e de usinagem significativos devido à sua maleabilidade e densidade, exigindo que Strehler, que projeta e constrói as suas próprias máquinas-ferramenta, desenvolvesse técnicas proprietárias para garantir a rigidez necessária para manter o alinhamento axial preciso dos pivôs. No coração técnico deste calibre reside uma das inovações mais notáveis de Strehler: o menor diferencial mecânico do mundo para a indicação de reserva de marcha. Enquanto a maioria dos indicadores de reserva de marcha utiliza diferenciais planetários volumosos que consomem espaço precioso e altura, a solução de Strehler é microscópica, integrando-se perfeitamente na arquitetura sem perturbar a harmonia visual. Este micro-diferencial é essencial para calcular a diferença entre a rotação do sistema de corda e a rotação do tambor durante a descarga, fornecendo uma leitura precisa da autonomia restante de 78 horas sem adicionar atrito parasita significativo ao trem de força. A arquitetura do movimento é definida por dois grandes tambores de corda ligados em série, o que garante uma curva de torque (Delta) mais plana, resultando em uma amplitude de balanço mais estável ao longo de todo o ciclo de descarga da mola principal. A estética 'Papillon' (Borboleta) não é meramente ornamental; a disposição das engrenagens sobre a ponte de ouro evoca a forma de um organismo vivo. O trem de engrenagens é totalmente visível, 'flutuando' sobre a platina base. Tecnicamente, isso exige um acabamento de nível superlativo, pois não há mostrador para esconder componentes brutos. Cada dente das rodas, cada pinhão e, crucialmente, as bordas da ponte de ouro, são acabados à mão. O anglage (chanfradura) na ponte de ouro é particularmente difícil de executar, pois a ferramenta de polimento pode facilmente deformar o metal macio se a pressão não for calibrada com precisão cirúrgica. O calibre opera a uma frequência clássica de 3Hz (21.600 vph), uma escolha deliberada para equilibrar a precisão cronométrica com a longevidade dos componentes e a visibilidade da oscilação do balanço. O Papillon d'Or solidificou a reputação de Strehler de criar movimentos que são 'organismos vivos' mecânicos, onde a funcionalidade da engenharia dita a forma, e onde materiais nobres são usados não apenas como decoração, mas como infraestrutura crítica.

CURIOSIDADES

O diferencial utilizado para a reserva de marcha é citado como o menor diferencial mecânico do mundo, uma proeza de microengenharia característica de Strehler. A ponte principal de ouro 18k não é banhada; é uma peça sólida usinada a partir de um bloco maciço, o que aumenta drasticamente o peso e a sensação de valor do movimento. Andreas Strehler projeta e constrói muitas das suas próprias máquinas CNC e ferramentas de corte para conseguir as tolerâncias exigidas pelos seus designs não convencionais. O movimento possui apenas 162 componentes, um número surpreendentemente baixo para a complexidade visual, demonstrando a filosofia de eficiência de design de Strehler. A disposição das engrenagens sobre a ponte central elimina a necessidade de um mostrador tradicional, tornando o próprio movimento a face do relógio. O sistema de duplo tambor utiliza uma mola de frenagem para evitar a sobretensão no final da corda, protegendo o delicado micro-diferencial. Cada roda do trem de engrenagens é desenhada com perfis de dentes otimizados para minimizar o atrito e maximizar a transmissão de energia, uma obsessão técnica de Strehler.

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