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Poljot Rodina Calibre 2415A: O marco inaugural da relojoaria automática soviética pela 1MWF


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O primeiro relógio de pulso automático produzido na União Soviética pela 1MWF. Utilizava o calibre 2415A com 22 rubis e rotor central, um marco técnico fundamental antes da consolidação da marca Poljot.

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RESUMO

O 'Rodina' representa um momento seminal na história da relojoaria soviética, sendo o primeiro relógio de pulso com movimento automático a ser produzido em massa pela Primeira Fábrica de Relógios de Moscovo (1MWF) em meados da década de 1950. Lançado numa era de renovado otimismo tecnológico e nacionalismo pós-Stalin, o Rodina (??????, que significa 'Pátria') não era um relógio de ferramenta militar, mas sim um elegante relógio de cerimónia destinado a civis, oficiais do partido e intelectuais. O seu posicionamento no mercado era claro: demonstrar que a União Soviética podia competir com os fabricantes suíços não apenas em complexidade técnica, mas também em sofisticação estética. A filosofia de design do Rodina era de uma elegância clássica e contida, com caixas finas, mostradores limpos e marcadores aplicados, refletindo o estilo de meados do século. A sua importância transcende a sua produção relativamente curta; o Rodina foi a prova de conceito que abriu caminho para a futura hegemonia da marca Poljot. Ele solidificou a reputação da 1MWF como um centro de inovação e serviu como a plataforma técnica para décadas de desenvolvimento de calibres automáticos, tornando-se uma peça fundamental e altamente colecionável que narra a ambição e a capacidade da engenharia soviética.

HISTÓRIA

A história do Rodina está intrinsecamente ligada ao 'Degelo de Khrushchev', um período de relativa liberalização e um forte impulso para o avanço tecnológico e bens de consumo na União Soviética após a morte de Estaline. Em meados da década de 1950, a indústria relojoeira soviética, liderada pela Primeira Fábrica de Relógios de Moscovo (1MWF), já tinha dominado a produção de movimentos robustos de corda manual, como o K-26 derivado do Pobeda. No entanto, o próximo desafio era desenvolver um calibre automático, um símbolo de modernidade e conveniência que dominava o mercado suíço. O resultado desse esforço monumental foi o calibre 2415, um movimento de 22 rubis com um rotor central, lançado por volta de 1955. Este não foi um clone direto de um movimento suíço, embora se inspire em princípios de design contemporâneos. Foi um desenvolvimento interno notável, que se destacou pela sua relativa finura e construção eficiente, provando a capacidade da engenharia soviética. O relógio que albergou este novo motor foi batizado de 'Rodina' (Pátria), um nome carregado de significado patriótico. O design do Rodina era deliberadamente elegante e discreto. Afastando-se da estética puramente funcional dos relógios militares, apresentava uma caixa delgada e polida, geralmente com um diâmetro de 35mm, o que era perfeitamente dimensionado para a época. Os mostradores eram exemplos de clareza e equilíbrio, com índices metálicos aplicados e ponteiros finos, muitas vezes em estilo 'Dauphine'. O único texto era tipicamente o nome '??????' em cirílico e a contagem de rubis '22 ?????'. As primeiras iterações são as mais procuradas por colecionadores, identificáveis pelo logótipo em forma de diamante da 1MWF. O nome do modelo 'Rodina' foi usado por um período relativamente curto. À medida que o movimento provou a sua fiabilidade, foi incorporado noutros designs e, mais tarde, serviu de base para o calibre 2416 'Orbita', que adicionou uma complicação de data. O legado do Rodina é imenso. Ele estabeleceu o padrão para todos os futuros relógios automáticos da 1MWF. Quando a fábrica consolidou as suas marcas sob o nome 'Poljot' (Voo) em 1961, para homenagear a viagem espacial de Yuri Gagarin, a arquitetura do calibre 2415 continuou a ser a espinha dorsal da sua produção automática, evoluindo para a série 26xx que se tornaria uma das mais bem-sucedidas e produzidas em massa na história soviética. O Rodina não é apenas um relógio; é um artefacto histórico que representa a transição da URSS de uma produção relojoeira focada na reconstrução pós-guerra para uma que aspirava competir no cenário mundial em termos de inovação e sofisticação.

CURIOSIDADES

O nome 'Rodina' (??????), que significa 'Pátria' ou 'Terra Mãe', foi uma escolha de marketing deliberada para evocar orgulho nacional na proeza tecnológica soviética. Embora não haja registos de celebridades específicas, relógios de alta qualidade da 1MWF como o Rodina eram frequentemente oferecidos como presentes de Estado e prémios a cientistas, heróis do trabalho e membros de alta patente do Partido Comunista. Colecionadores procuram especificamente as primeiras versões com mostradores que apresentam o logótipo em forma de diamante da 1??? (Primeira Fábrica de Relógios de Moscovo), pois estas antecedem a transição para a marca Poljot e representam a forma mais 'pura' do modelo. Apesar de ser um dos primeiros movimentos automáticos produzidos em massa fora da Suíça, o calibre 2415A era notavelmente fino para a sua época, permitindo que o Rodina tivesse um perfil elegante e confortável no pulso. O sucesso do calibre 2415 foi tal que a sua arquitetura base foi usada durante décadas, dando origem a sucessores como o Poljot 'De Luxe' Automatic e muitos outros, tornando o Rodina o verdadeiro 'pai' de quase todos os relógios automáticos Poljot que se seguiram. Algumas variantes extremamente raras do mostrador foram produzidas com texto de exportação em inglês ou outras línguas, mas as versões puramente em cirílico são consideradas as mais autênticas e desejáveis. O Rodina representou um marco tão significativo que solidificou a reputação da 1MWF como a principal instituição relojoeira da União Soviética, eclipsando outras fábricas em termos de inovação técnica na época.

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