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Breguet Classique Réserve de Marche 5907: A Alma da Alta Relojoaria num Pequeno Gigante de 96 Horas de Autonomia


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Modelo manual de 34mm com indicador de reserva de marcha de 96 horas. Calibre 511DR (baseado em Frederic Piguet 1150), fundo de safira.

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RESUMO

O Breguet Classique Réserve de Marche Ref. 5907 é um testemunho da filosofia de design atemporal e da excelência técnica que definem a marca. Lançado numa era em que os relógios desportivos de grandes dimensões começavam a dominar o mercado, o 5907 representou uma afirmação audaciosa e purista da elegância clássica. Com os seus modestos 34 mm de diâmetro, foi concebido para o conhecedor que valoriza a proporção, a herança e a subtileza acima das tendências passageiras. O seu posicionamento é inequivocamente no pináculo dos relógios de cerimónia, um concorrente direto dos pilares da Patek Philippe e da Vacheron Constantin. A sua filosofia de design é uma destilação pura dos códigos estéticos de Abraham-Louis Breguet: a caixa canelada, o mostrador em ouro com guilhoché executado à mão, os icónicos ponteiros 'pomme' em aço azulado e os numerais romanos. No entanto, o seu coração mecânico revela uma modernidade impressionante. O calibre de corda manual, com uma extraordinária reserva de marcha de 96 horas, oferece uma funcionalidade prática raramente vista em relógios deste calibre e dimensão. A sua importância reside nesta fusão harmoniosa entre o artesanato do século XVIII e a engenharia do século XXI, tornando-o não apenas um relógio, mas uma peça de arte mecânica que encapsula a própria essência do legado de Breguet.

HISTÓRIA

O Breguet Classique Réserve de Marche Ref. 5907 emergiu no final dos anos 90 e início dos anos 2000, um período crucial na história da Breguet. Sob a nova égide do Swatch Group e a visão estratégica do falecido Nicolas G. Hayek, a marca estava a viver um renascimento espetacular, focado em reafirmar o seu estatuto histórico como um dos pilares da alta relojoaria. O 5907 foi um produto perfeito desta estratégia: um relógio que não se limitava a imitar o passado, mas que o revitalizava com proezas técnicas contemporâneas. Inserido na coleção 'Classique', a expressão mais pura do ADN da marca, este modelo destacou-se pela sua combinação única de elegância compacta e resistência mecânica. O seu antecessor espiritual não é um modelo único, mas sim a longa linhagem de relógios de bolso e de pulso simples e complicados que A.L. Breguet criou, todos eles caracterizados pela legibilidade, refinamento e inovação. O 5907 modernizou esta herança. A escolha do calibre 511DR, baseado no excecional e ultrafino Frédéric Piguet 1150 de corda manual, foi uma decisão magistral. Este movimento, já lendário por si só, era conhecido pela sua arquitetura de duplo tambor de corda, que permitia uma reserva de marcha longa e estável, neste caso, aumentada para umas impressionantes 96 horas. Integrar esta capacidade num relógio de apenas 34 mm de diâmetro e cerca de 7.5 mm de espessura foi um feito técnico notável. Ao contrário de muitos modelos que sofrem alterações drásticas ao longo dos anos, o design do 5907 permaneceu intencionalmente estável durante a sua produção, um testemunho da sua perfeição desde o início. As principais variações para os colecionadores residem no material da caixa: a referência 5907BA em ouro amarelo, a 5907BB em ouro branco e a 5907BR em ouro rosa, cada uma oferecendo uma personalidade distinta ao design intemporal. O impacto do 5907 foi profundo. Demonstrou que a Breguet não era uma marca de museu, mas sim um fabricante vibrante capaz de produzir relógios que eram simultaneamente fiéis aos seus códigos estéticos de 200 anos e tecnicamente superiores. Numa era de excessos, a sua dimensão clássica e a sua complicação útil e elegantemente exibida ofereceram uma alternativa sofisticada e intelectual. Para muitos colecionadores, o 5907 representa o equilíbrio perfeito: a beleza do guilhoché manual, a história dos ponteiros Breguet e a fiabilidade de um movimento moderno com uma autonomia de quatro dias. Continua a ser uma referência muito procurada no mercado secundário, apreciada por aqueles que entendem que a verdadeira relojoaria reside na harmonia entre arte e engenharia.

CURIOSIDADES

O calibre base, Frédéric Piguet 1150, é um ícone da relojoaria suíça, famoso pela sua finura e arquitetura de duplo tambor, tendo sido utilizado por inúmeras marcas de prestígio como a Blancpain e a Vacheron Constantin. O mostrador do 5907 não é pintado, mas sim uma placa de ouro maciço na qual os padrões de guilhoché são meticulosamente gravados à mão utilizando um torno de roseira, uma arte que poucos artesãos dominam. Fiel à tradição, o mostrador apresenta a 'assinatura secreta' de Breguet, uma gravação quase invisível, tipicamente gravada de cada lado do numeral XII, originalmente concebida como uma medida anti-falsificação no século XVIII. As asas da caixa não são simplesmente fundidas com a caixa, mas são soldadas separadamente, um método de construção tradicional que exige grande perícia e resulta numa transição mais nítida e elegante. Numa época em que o padrão para relógios masculinos se movia para 40mm e mais, a decisão da Breguet de manter o 5907 nos clássicos 34mm foi uma declaração de intenções, priorizando a elegância e a proporção histórica, o que hoje o torna especialmente desejável. A omissão deliberada de uma janela de data é uma escolha purista que preserva a simetria perfeita e a beleza ininterrupta do trabalho de guilhoché do mostrador. Cada relógio possui um número de produção único gravado no mostrador, geralmente numa pequena cartela, continuando outra das tradições de A.L. Breguet de registar meticulosamente cada peça vendida.

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