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Breguet Tourbillon Jubilé Ref. 1801: A Celebração Bicentenária em Ouro e Esmalte do Génio Horológico


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Lançado para celebrar o bicentenário da patente do turbilhão (1801). Calibre 557 manual em ouro rosa, mostrador regulador em esmalte Grand Feu.

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RESUMO

O Breguet Tourbillon Jubilé Ref. 1801 representa um marco na relojoaria moderna, uma peça criada não para o mercado, mas para a história. Lançado em 2001 para comemorar o 200º aniversário da patente do turbilhão por Abraham-Louis Breguet, este relógio é uma destilação pura da herança da marca e da sua mestria técnica. Posicionado no ápice absoluto do luxo, o seu público-alvo são os colecionadores mais eruditos e os conhecedores da alta-relojoaria, que compreendem o significado monumental do turbilhão e apreciam a sua execução superlativa. A sua filosofia de design é uma homenagem direta aos instrumentos de precisão do início do século XIX. A utilização de um mostrador regulador, com horas, minutos e segundos em eixos separados, evoca os relógios mestres de observatórios, enquanto o imaculado esmalte 'Grand Feu' remete para as mais finas peças de bolso da era de ouro da relojoaria. A sua importância transcende o seu valor material; o Jubilé 1801 foi uma declaração de intenções de uma Breguet revitalizada sob a égide do Swatch Group, demonstrando um compromisso inabalável com a sua própria lenda. É uma peça que serve como uma ponte tangível entre o génio do fundador e a capacidade da manufatura contemporânea, solidificando o seu estatuto como guardiã de uma das complicações mais reverenciadas da horologia.

HISTÓRIA

O ano de 2001 foi um momento crucial para a Breguet. Adquirida pelo Swatch Group apenas dois anos antes, a marca estava sob a direção visionária de Nicolas G. Hayek, que nutria uma profunda paixão e respeito pela sua história incomparável. Para assinalar o bicentenário da patente do turbilhão, concedida a Abraham-Louis Breguet a 26 de junho de 1801, a manufatura não podia lançar uma simples edição comemorativa; era necessária uma obra-prima que encapsulasse o espírito do inventor. Assim nasceu o Tourbillon Jubilé Ref. 1801. Este relógio não foi uma evolução de um modelo existente, mas sim uma criação 'ex nihilo', concebida para ser a expressão máxima de veneração. A sua génese foi impulsionada por um desejo de autenticidade histórica e opulência técnica. Diferente dos turbilhões anteriores da era moderna da Breguet, que já eram tecnicamente impressionantes, o Ref. 1801 elevou a fasquia ao incorporar materiais e estéticas que falavam diretamente com a alma da marca. A escolha mais audaciosa e definidora foi a fabricação do movimento, o Calibre 557, em ouro rosa maciço 18k. Esta decisão técnica e estética, imensamente complexa devido à maleabilidade do ouro em comparação com o latão tradicional, transformou o calibre numa peça de joalharia funcional, inteiramente gravada à mão com uma mestria excecional. O design do mostrador foi igualmente deliberado. A configuração de regulador, separando a exibição das horas e dos minutos, era uma homenagem direta aos relógios de precisão ('garde-temps') que o próprio A.-L. Breguet construía para observatórios e outros relojoeiros, sublinhando o foco do turbilhão na cronometria. O uso de esmalte 'Grand Feu' conferiu ao mostrador uma profundidade e permanência que nenhum verniz moderno poderia replicar, ligando a peça diretamente às técnicas artesanais do século XVIII. Sendo uma edição estritamente limitada para celebrar 200 anos, a produção foi muito restrita, tornando cada exemplar num tesouro instantâneo. O Ref. 1801 não teve 'gerações' ou 'variações' significativas; ele é, em si, a variação definitiva, um ponto final na celebração. O seu impacto foi profundo. Consolidou a liderança da Breguet no domínio do turbilhão, não apenas como seu inventor, mas como seu mestre contemporâneo. Serviu como um poderoso símbolo do renascimento da marca, demonstrando que a sua herança não era uma relíquia de museu, mas uma fonte viva de inspiração para a mais alta expressão da relojoaria. Para os colecionadores, o Jubilé 1801 tornou-se um 'graal', uma peça que representa um momento singular na história da horologia, onde a celebração de uma invenção de 200 anos resultou numa das criações mais belas e tecnicamente poéticas do século XXI.

CURIOSIDADES

A data da patente, '7 Messidor An IX', correspondente a 26 de Junho de 1801 no Calendário Republicano Francês, está elegantemente gravada no movimento, um detalhe historicamente preciso. A fabricação de platinas e pontes de movimento em ouro maciço é extremamente rara devido à dificuldade de usinagem e ao custo. A Breguet escolheu esta via para conferir ao relógio um estatuto de peça de jubileu verdadeiramente excecional. O mostrador regulador não é apenas uma escolha estilística; reflete a função histórica dos relógios mais precisos, usados para 'regular' outros relógios, onde a clareza do ponteiro dos minutos era primordial. Como é tradição da marca, o mostrador de esmalte apresenta a 'assinatura secreta' de Breguet, um detalhe antifalsificação gravado de forma quase invisível, que só pode ser visto com a luz certa e no ângulo correto. A referência do modelo, '1801', não é uma designação aleatória de catálogo, mas sim o próprio ano em que A.-L. Breguet patenteou a sua invenção revolucionária, o turbilhão. Este modelo é frequentemente considerado o primeiro grande 'statement piece' da Breguet sob a liderança de Nicolas G. Hayek, sinalizando a sua intenção de restaurar a marca ao seu lugar de direito no panteão da relojoaria.

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