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Breguet Classique Tourbillon 5317: A Maestria do Turbilhão Automático e a Herança de um Gênio


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Turbilhão automático com reserva de marcha de 5 dias. Mostrador guilloché à mão, calibre 587DR com massa oscilante gravada.

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RESUMO

O Breguet Classique Tourbillon Ref. 5317, especificamente na sua iteração de 2004, representa um momento crucial na relojoaria moderna, onde a complicação mais reverenciada da história encontra a conveniência contemporânea. Posicionado no pináculo da coleção Classique da Breguet, este relógio é uma declaração de virtuosismo técnico e estético. O seu público-alvo não é o desportista ou o aventureiro, mas sim o conhecedor e o colecionador que aprecia a pureza da arte relojoeira. A filosofia de design é uma ode direta ao fundador, Abraham-Louis Breguet, incorporando os seus códigos icónicos — como o mostrador em ouro guilhochado à mão, os ponteiros de aço azulado 'pomme' e a carrura canelada — num formato de pulso. A sua significância reside na harmoniosa integração de um turbilhão, a invenção anti-gravidade de Breguet de 1801, com um movimento automático de corda e uma impressionante reserva de marcha de cinco dias. Esta combinação transformou o que era uma complicação delicada e de corda manual num relógio de luxo eminentemente usável no dia a dia. O 5317 não é apenas um relógio; é um diálogo entre o passado e o presente, demonstrando a capacidade da Breguet de inovar sem nunca trair a sua alma histórica, consolidando-o como um pilar da alta relojoaria do século XXI.

HISTÓRIA

O lançamento do Breguet Classique Tourbillon Ref. 5317 por volta de 2004 ocorreu num período de renascimento para a relojoaria mecânica, uma era em que as marcas históricas, sob nova direção e investimento, procuravam reafirmar a sua supremacia técnica. Para a Breguet, adquirida pelo Swatch Group em 1999, este foi um momento de revitalização focada na sua herança inigualável. O 5317 não foi o primeiro turbilhão de pulso da marca – essa honra pertence a modelos como a Ref. 3350 do final dos anos 80 –, mas foi uma evolução crucial que definiu o padrão para o turbilhão de luxo moderno e prático. Os seus predecessores eram, na sua maioria, de corda manual, o que, embora tradicionalmente puro, exigia uma interação diária que nem todos os proprietários de relógios de uso diário desejavam. O desafio era criar um movimento automático que pudesse alimentar eficientemente uma complicação tão faminta por energia como o turbilhão, sem comprometer a elegância ou a espessura da caixa. A resposta foi o Calibre 587DR. Este movimento representou um salto significativo, oferecendo não apenas a conveniência da corda automática através de um belíssimo rotor de platina gravado à mão, mas também uma formidável reserva de marcha de 5 dias, indicada de forma proeminente e simétrica no mostrador, às 12 horas. Esta funcionalidade transformou o relógio de uma peça de ocasião para uma obra de arte que podia ser usada continuamente. O design do 5317 é uma masterclass na linguagem visual da Breguet. Mantém-se fiel à estética estabelecida por Abraham-Louis Breguet há mais de dois séculos. A caixa de 39mm, disponível em ouro rosa ou platina, era perfeitamente dimensionada para a época, equilibrando a presença no pulso com a elegância clássica. As suas características distintivas – a carrura finamente canelada, as asas soldadas retas e delgadas com barras de parafuso, e o mostrador em ouro maciço – são inconfundivelmente Breguet. O mostrador, em particular, é o coração artístico do relógio. Produzido em tornos de rosa centenários, apresenta múltiplos padrões de guilhochê que não só encantam visualmente, mas também melhoram a legibilidade ao diferenciar as zonas do mostrador. A execução é imaculada, desde o padrão 'Clous de Paris' no setor das horas e minutos até ao 'grain d'orge' no sub-mostrador da reserva de marcha. Ao longo da sua produção, o 5317 permaneceu relativamente inalterado, um testemunho da força do seu design original. As principais variações são os materiais da caixa (ouro rosa 5317BR e platina 5317PT). O seu impacto na indústria foi profundo. Demonstrou que era possível honrar uma invenção do início do século XIX com a tecnologia e as expectativas do século XXI. O 5317 solidificou a reputação da Breguet como a guardiã indiscutível do legado do turbilhão, apresentando-o não como uma relíquia histórica, mas como uma complicação vibrante e relevante. Para os colecionadores, continua a ser um ponto de referência: o arquétipo do turbilhão automático clássico, executado com uma mestria e atenção ao detalhe que poucas marcas conseguem igualar.

CURIOSIDADES

A Ponte do Turbilhão: A ponte de aço que segura a gaiola do turbilhão é polida e biselada à mão com uma perfeição incrível, um processo conhecido como 'anglage', que reflete a luz de forma espetacular. A Assinatura Secreta: Fiel à tradição anti-falsificação iniciada por A.-L. Breguet, cada mostrador do 5317 possui uma assinatura secreta gravada, geralmente perto do numeral 12, visível apenas sob certas condições de luz. O Rotor de Platina: A escolha de platina para a massa oscilante não é apenas um luxo. A sua alta densidade permite uma corda mais eficiente com uma massa menor, contribuindo para a elegância do movimento visível através do fundo de safira. Guilhochê à Mão: Os complexos padrões do mostrador não são estampados, mas sim esculpidos individualmente por um artesão mestre num torno de rosa operado manualmente, tornando cada relógio uma peça de arte única. A Frequência Clássica: A batida calma do movimento a 2.5 Hz (18,000 vph) é uma escolha deliberada. Reminiscente dos relógios de bolso históricos, permite uma observação mais clara e hipnótica da rotação do turbilhão e ajuda a alcançar a longa reserva de marcha. Sem Apelidos, Apenas Respeito: Ao contrário de relógios desportivos famosos, peças de alta complicação como o 5317 raramente adquirem apelidos. São reverenciadas na comunidade de colecionadores pelo seu número de referência, um sinal do seu estatuto de 'connoisseur'. Herança Direta: O próprio turbilhão foi patenteado por Abraham-Louis Breguet em 1801 (ou Ano 9 do calendário republicano francês). Cada turbilhão Breguet, incluindo o do 5317, é um tributo direto à invenção mais célebre e engenhosa do fundador.

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