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Raketa Baikonur: O Cronómetro Espacial de 24 Horas Criado em Parceria com o Lendário Cosmonauta Sergei Krikalev


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Desenvolvido em colaboração com o cosmonauta Sergei Krikalev, possui função de 24 horas e bússola solar para uso na Estação Espacial Internacional.

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RESUMO

O Raketa Baikonur de 2016 representa um marco crucial na revitalização da histórica manufatura russa, posicionando-se como um relógio-ferramenta profissional, concebido para as condições mais extremas conhecidas pelo homem: o espaço sideral. Longe de ser apenas uma peça de inspiração vintage, o Baikonur é um instrumento autêntico, desenvolvido em estreita colaboração com Sergei Krikalev, um dos cosmonautas mais experientes da história. A sua filosofia de design é puramente funcional, priorizando a legibilidade e a robustez sobre ornamentos supérfluos. O seu mostrador de 24 horas, uma especialidade histórica da Raketa, é essencial para os astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS), que experienciam 16 amanheceres e entardeceres por dia, tornando a noção de AM/PM irrelevante. O Baikonur visa um público de entusiastas da exploração espacial, colecionadores de horologia russa e apreciadores de relógios com um propósito genuíno. A sua importância transcende a mera cronometragem; ele simboliza a fusão entre a herança mecânica soviética e as exigências da moderna astronáutica, validado por quem viveu e trabalhou na órbita terrestre, conferindo-lhe uma credibilidade que poucas marcas podem reivindicar.

HISTÓRIA

O lançamento do Raketa Baikonur em 2016 não foi um mero evento de produto, mas uma declaração de intenções da renascida Manufatura de Relógios de Petrodvorets. Num período em que a marca procurava reafirmar a sua legitimidade técnica e o seu legado histórico, a criação de um relógio espacial autêntico tornou-se um projeto de capital importância. A colaboração com Sergei Krikalev, um Herói da União Soviética e da Rússia e, à época, o ser humano com mais tempo acumulado no espaço, foi o pilar que sustentou a credibilidade do projeto. Krikalev não foi apenas um embaixador; ele foi um co-designer, um consultor técnico cuja experiência prática na Estação Espacial Internacional (ISS) moldou cada aspeto funcional do relógio. A base para o Baikonur assenta na longa tradição da Raketa em produzir movimentos de 24 horas. Desde a era soviética, estes calibres robustos equipavam relógios destinados a exploradores polares, submarinistas e pilotos que operavam em ambientes onde o ciclo dia/noite natural era ausente ou irrelevante. O Baikonur de 2016 pegou neste conceito e elevou-o a um novo patamar de especialização. Krikalev insistiu em requisitos rigorosos: legibilidade imediata, onde a diferenciação entre os ponteiros das horas e dos minutos deveria ser instantânea; uma coroa de grandes dimensões, fácil de operar com luvas; e uma robustez capaz de suportar as vibrações extremas de um lançamento de foguete e as flutuações de temperatura em órbita. O design do mostrador foi diretamente inspirado nos painéis de instrumentos da nave Soyuz, utilizando uma paleta de cores funcional com preto, branco e laranja para maximizar o contraste. A complicação mais engenhosa, no entanto, é a bússola solar integrada na luneta. Esta função, embora pareça anacrónica na era do GPS, é um sistema de navegação de emergência vital. Utilizando a posição do sol e o ponteiro das 24 horas, um astronauta poderia orientar-se na Terra após uma aterragem de emergência numa área remota. Esta funcionalidade foi uma exigência direta de Krikalev, refletindo a mentalidade de redundância e autossuficiência que define a engenharia espacial. O Baikonur de 2016 estabeleceu-se como a primeira geração deste modelo moderno. Não existiram 'Marks' ou referências com variações significativas nesta fase inicial, mas sim opções de bracelete. O seu impacto foi profundo. Demonstrou ao mundo que a Raketa era capaz de produzir, inteiramente 'in-house' (incluindo o complexo espiral de balanço), um relógio-ferramenta de alta especificação que não apenas competia em qualidade, mas oferecia uma narrativa e uma proveniência que nenhuma outra marca poderia replicar. O Baikonur não era um relógio 'sobre' o espaço; era um relógio 'do' espaço, forjado pela experiência e sancionado por uma lenda viva da cosmonáutica, solidificando o lugar da Raketa na horologia contemporânea.

CURIOSIDADES

Sergei Krikalev, o cosmonauta que co-desenvolveu o relógio, é frequentemente chamado de 'o último cidadão da União Soviética' por ter estado na estação espacial Mir durante o colapso da URSS em 1991. O nome 'Baikonur' é uma homenagem ao Cosmódromo de Baikonur, o local de lançamento espacial mais antigo e maior do mundo, de onde partiram Yuri Gagarin e a missão Sputnik 1. O movimento Raketa Avtomat 2624 é um dos poucos movimentos de 24 horas produzidos em massa e de forma totalmente vertical no mundo, incluindo a fabricação do seu próprio espiral de balanço, um feito técnico raro. O design do rotor do movimento automático é inspirado no emblema da Agência Espacial Russa (Roscosmos), visível nas versões com fundo de exibição de modelos posteriores. A bússola solar na luneta não é apenas decorativa. Foi testada e confirmada como uma ferramenta de navegação funcional por Sergei Krikalev durante os seus treinos de sobrevivência. Para garantir a legibilidade, o ponteiro dos minutos foi desenhado para ser consideravelmente maior e mais proeminente que o das horas, uma decisão de design baseada no feedback direto de Krikalev sobre a importância de cronometrar eventos com precisão no espaço. O relógio foi submetido a testes rigorosos que simulavam as condições de um lançamento de foguete Soyuz, incluindo testes de vibração e aceleração G, para garantir a sua fiabilidade.

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