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Casio F-100: O Pioneiro em Resina Que Se Tornou um Ícone Sci-Fi no Pulso de Ripley


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Primeiro relógio da Casio com caixa de resina. Famoso por ser usado pela personagem Ripley no filme Alien. Módulo 52.

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RESUMO

Lançado em 1977, o Casio F-100 representa um marco fundamental na história da relojoaria digital e um ponto de viragem para a própria Casio. Foi o primeiro relógio da marca a abandonar o aço inoxidável em favor de uma caixa de resina, uma inovação que não só reduziu drasticamente os custos de produção, mas também tornou os relógios digitais mais leves, duráveis e acessíveis para as massas. A sua filosofia de design era de um utilitarismo futurista, com um layout de botões frontais que quebrava com a convenção dos cronógrafos de pulso da época. Posicionado como um relógio para o quotidiano, o seu público-alvo era o consumidor moderno que procurava tecnologia e fiabilidade a um preço acessível. Contudo, a sua verdadeira ascensão ao estatuto de culto não veio da sua inovação material, mas sim do seu papel inesperado no cinema. Ao ser engenhosamente modificado e usado pela personagem Ellen Ripley no filme de ficção científica 'Alien' (1979), o F-100 transcendeu o seu propósito original. Tornou-se um símbolo de design retro-futurista e um objeto de desejo para colecionadores, solidificando um legado que equilibra perfeitamente a inovação democrática e a iconografia da cultura pop.

HISTÓRIA

No final da década de 1970, a revolução do quartzo estava no seu auge, e a Casio, já uma gigante na eletrónica de consumo, emergia como uma força dominante na relojoaria digital. O lançamento do F-100 em 1977 foi um momento definidor, não tanto pela complexidade do seu módulo, mas pela sua ousada escolha de material. Vindo na esteira de modelos pioneiros em metal como o Casiotron, o F-100 foi o primeiro relógio da Casio a ser alojado numa caixa inteiramente de resina. Esta decisão estratégica foi revolucionária; a resina era leve, resistente ao choque e, crucialmente, muito mais barata de produzir em massa do que o aço. Este movimento democratizou ainda mais o relógio digital, tornando a tecnologia de ponta acessível a um público global como nunca antes. O design do F-100, com o seu Módulo 52, era distintamente futurista para a época. A sua característica mais notável era o layout de quatro botões frontais, dispostos em pares acima e abaixo do ecrã LCD, que controlavam as funções do cronógrafo. Esta configuração, delineada por linhas verdes e amarelas e texto funcional, não só era ergonomicamente inovadora, mas também conferia ao relógio uma estética de painel de controlo de uma nave espacial, que se revelaria profética. O F-100 não teve uma longa linhagem de sucessores diretos ou múltiplas gerações. Em vez disso, o seu legado é conceptual. A sua caixa de resina tornou-se o ADN da vasta maioria dos futuros modelos digitais da Casio, culminando na criação da linha G-Shock em 1983, que levou a durabilidade da resina a extremos. O F-100 foi o protótipo que provou a viabilidade e o apelo do material. A sua fama, no entanto, foi cimentada não nos catálogos da Casio, mas nos cinemas. Em 1979, o departamento de adereços do filme 'Alien', de Ridley Scott, procurava um relógio que parecesse crível no pulso da tripulação da nave Nostromo no ano 2122. A solução foi brilhante e económica: uniram duas caixas do Casio F-100, criando um dispositivo de pulso duplo e assimétrico. Este 'casemod' improvisado, usado por Sigourney Weaver como Ellen Ripley, transformou o acessível F-100 num ícone da ficção científica. Hoje, o F-100 original é um 'santo graal' para os colecionadores, imensamente raro em bom estado de funcionamento. O seu impacto foi tal que, décadas mais tarde, a Casio lançou a série A100 como uma homenagem direta ao design do F-100, reintroduzindo o famoso layout de botões frontais para uma nova geração, provando que o design pioneiro e a sua história cinematográfica são verdadeiramente intemporais.

CURIOSIDADES

O relógio usado em 'Alien' (1979) era, na verdade, um adereço feito a partir da fusão de duas caixas do Casio F-100, criando uma aparência de 'relógio duplo'. É frequentemente apelidado pela comunidade de colecionadores como 'Casio Ripley' ou 'Alien Watch' devido à sua famosa aparição no cinema no pulso de Sigourney Weaver. Foi o primeiríssimo relógio da Casio com uma caixa construída em resina, um material que viria a definir a identidade da marca, especialmente com a linha G-Shock. O seu design com quatro botões frontais para as funções de cronógrafo era uma novidade na época, afastando-se dos tradicionais botões laterais. Apesar da sua aparência tecnológica, o Módulo 52 original não incluía uma função de luz de fundo, uma característica que se tornaria padrão em modelos posteriores como o F-91W. Devido à sua idade e ao material da bracelete de resina, que se degrada com o tempo, encontrar um exemplar original de 1977 em pleno funcionamento e com a bracelete intacta é extremamente raro e valioso. Em 2021, a Casio prestou homenagem ao F-100 com o lançamento da coleção A100, que recria fielmente a estética da caixa e o layout dos botões frontais do original.

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