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Breguet Classique Tourbillon Extra-Plat Squelette 5395: A Arquitetura da Luz e a Mestria da Micro-Mecânica


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Versão totalmente esqueletizada do turbilhão extra-fino. Calibre 581SQ com 3mm de espessura, massa oscilante periférica e placa de base em ouro 18k reduzida ao mínimo estrutural.

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RESUMO

O Breguet Classique Tourbillon Extra-Plat Squelette Ref. 5395, lançado em 2019, representa uma confluência magistral entre a herança histórica da marca e a vanguarda da inovação em alta relojoaria. Posicionado no ápice do luxo, este relógio não é um mero instrumento, mas uma obra de arte cinética destinada ao colecionador mais exigente e ao conhecedor da micro-mecânica. A sua filosofia de design transcende a simples funcionalidade; é um exercício de minimalismo estrutural, onde quase 50% do material do movimento foi meticulosamente removido para revelar a sua alma mecânica. Esta abordagem transforma o calibre de um motor oculto num espetáculo visual, celebrando a invenção mais icónica de A.-L. Breguet, o turbilhão. A sua significância reside na forma como a Breguet consegue inovar radicalmente dentro de um quadro estético clássico. Ao esqueletizar um dos calibres de turbilhão automático mais finos do mundo e equipá-lo com um rotor periférico, a marca estabelece um novo padrão para a elegância técnica. O Ref. 5395 é, portanto, a expressão máxima do luxo intelectual: um relógio que recompensa não apenas com a sua beleza, mas com a profunda apreciação da engenharia e do artesanato necessários para dar vida a uma arquitetura tão etérea e complexa.

HISTÓRIA

A génese do Breguet Classique Tourbillon Extra-Plat Squelette 5395 é uma história de evolução técnica e audácia artística. A sua linhagem direta remonta a 2013, quando a Breguet surpreendeu o mundo da relojoaria com o Classique Tourbillon Extra-Plat Automatique 5377. Esse modelo foi pioneiro ao introduzir o Calibre 581, um movimento de turbilhão automático com apenas 3 mm de espessura e uma notável reserva de marcha de 80 horas. A sua inovação mais celebrada foi a massa oscilante periférica, uma solução de engenharia brilhante que permitia o enrolamento automático sem a obstrução de um rotor central, oferecendo assim uma visão desimpedida da arquitetura do movimento através do fundo de caixa de safira. O Calibre 581 já era, em si, uma fusão do clássico com o contemporâneo, incorporando uma gaiola de turbilhão de titânio e componentes de escape em silício para melhorar o desempenho cronométrico e a resistência ao magnetismo. Este relógio estabeleceu as fundações, provando que a complexidade extrema podia coexistir com a elegância ultrafina. O ano de 2019 marcou o passo seguinte e mais radical nesta evolução. A Breguet decidiu levar o conceito de transparência e leveza ao seu extremo lógico com o lançamento do Ref. 5395. A missão não era simplesmente cortar aberturas na platina e nas pontes do Calibre 581; era reimaginar completamente a sua estrutura. O movimento foi rebatizado de Calibre 581SQ (SQ para 'Squelette'), um nome que mal faz justiça à complexidade da tarefa. Os engenheiros e artesãos da Breguet removeram quase metade do material do calibre, esculpindo a platina e as pontes em ouro 18k até ao mínimo essencial para garantir a integridade estrutural e a precisão. O que restou foi uma treliça metálica etérea, uma dança de curvas e linhas que enquadra os componentes vitais do movimento. Cada superfície restante foi então submetida a um trabalho artesanal intensivo, incluindo 'guillochage' manual aplicado com um motor de rosa, 'anglage' (chanfradura e polimento das arestas) e gravação manual, transformando cada componente num pequeno objeto de arte. O lançamento do 5395 não foi apenas uma nova referência; foi uma afirmação poderosa. Demonstrou a capacidade da Breguet de se reinventar, empurrando os limites da relojoaria esqueletizada e redefinindo o que um relógio de vestido de alta complicação poderia ser. Consolidou o Calibre 581 como uma das plataformas de movimento mais versáteis e importantes da marca, provando que a herança de Abraham-Louis Breguet continua a inspirar inovações que são, ao mesmo tempo, técnica e esteticamente deslumbrantes.

CURIOSIDADES

Minimalismo Extremo: O Calibre 581SQ tem quase 50% menos material do que o seu antecessor não esqueletizado, o Calibre 581, um feito de microengenharia que exigiu uma reavaliação completa da sua arquitetura para manter a rigidez e a precisão. A Magia do Rotor Periférico: A massa oscilante, feita de platina densa para uma eficiência de enrolamento máxima, corre num trilho de rolamentos de esferas na periferia do movimento, tornando-se quase invisível e permitindo a visão completa da arte da esqueletização. Tecnologia Furtiva: Apesar da sua aparência clássica e artesanal, o relógio incorpora materiais de vanguarda. A gaiola do turbilhão pesa apenas 0,290 gramas graças ao uso de titânio, e o escape e a mola de balanço são feitos de silício, imunes ao magnetismo e mais estáveis face às variações de temperatura. O Mostrador Invisível: Não existe um mostrador tradicional. Os marcadores de horas e a minuteria são gravados a laser diretamente num disco de safira, que é depois preenchido com laca azul. Isto cria uma sensação de profundidade e transparência, fazendo com que os números romanos pareçam flutuar sobre a mecânica. Frequência Incomum: O movimento opera a uma frequência de 4 Hz (28.800 vibrações por hora), que é consideravelmente alta para um turbilhão. Esta alta frequência contribui para uma maior precisão e estabilidade cronométrica, tornando-o não apenas belo, mas também um relógio de alto desempenho. A Arte da Decoração: Cada ponte e platina do movimento em ouro é decorada com um padrão 'clou de Paris' executado através de 'guillochage' manual, uma técnica que exige imensa habilidade. As arestas são meticulosamente chanfradas e polidas à mão, um processo conhecido como 'anglage'.

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