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Breguet Classique Tourbillon Extra-Plat 5377: A Conquista da Complicação Ultrafina com Rotor Periférico


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Lançado como um dos turbilhões automáticos mais finos do mundo (caixa de 7mm). Calibre 581DR com rotor periférico de platina e espiral de silício, operando a 4Hz.

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RESUMO

O Breguet Classique Tourbillon Extra-Plat Automatique Ref. 5377 representa um marco na história da alta relojoaria, uma fusão sublime entre a herança estética de Abraham-Louis Breguet e uma proeza de engenharia micro-mecânica de vanguarda. Lançado em 2013, este relógio posicionou-se imediatamente no ápice do mercado de relógios de luxo, visando o colecionador sofisticado que valoriza tanto a complicação histórica do turbilhão quanto a elegância discreta e a usabilidade diária. A sua filosofia de design é um estudo de contrastes harmoniosos: a complexidade de um turbilhão automático alojada na serenidade de uma das caixas mais finas do mundo para tal complicação. Com apenas 7mm de espessura, o 5377 desafiou a noção de que os relógios de grande complicação devem ser volumosos. A sua importância horológica é imensa, não apenas pela sua magreza, mas pela forma como a alcançou. A introdução do Calibre 581DR, com o seu engenhoso rotor periférico de platina e o uso extensivo de silício, demonstrou o domínio contínuo da Breguet sobre a inovação técnica, honrando o espírito inventivo do seu fundador. Este não é um relógio de aparato, mas sim uma declaração de excelência técnica e refinamento, um relógio de gala que se esconde confortavelmente sob o punho de uma camisa, revelando a sua genialidade apenas a um olhar mais atento.

HISTÓRIA

O lançamento do Breguet Classique Tourbillon Extra-Plat Automatique Ref. 5377 em Baselworld 2013 não foi apenas a apresentação de um novo modelo, mas uma declaração de intenções num período em que a indústria relojoeira estava imersa numa competição acirrada pela magreza. Enquanto outras marcas se concentravam em criar os relógios de duas ou três ponteiros mais finos, a Breguet elevou o desafio, aplicando o conceito de 'extra-plat' a uma das mais reverenciadas grandes complicações: o turbilhão automático. O contexto era de uma corrida tecnológica, e a resposta da Breguet foi simultaneamente técnica e poética. Tecnicamente, o modelo foi uma revolução. O coração desta obra-prima é o Calibre 581DR, um movimento com apenas 3mm de espessura, mas composto por 334 peças. A conquista desta finura, sem sacrificar o desempenho ou a funcionalidade automática, deveu-se a uma série de inovações patenteadas. A mais significativa foi o rotor periférico. Em vez de um rotor central ou de um micro-rotor, que adicionariam espessura ou comprometeriam a inércia, a Breguet desenvolveu uma massa oscilante de platina que orbita na periferia do movimento. Esta solução não só permitiu um perfil mais fino, como também ofereceu uma visão desobstruída da arquitetura e acabamento primoroso do calibre. Adicionalmente, o uso extensivo de materiais de ponta como o titânio para a gaiola do turbilhão e o silício para a mola de balanço e a âncora do escape reduziu a massa e o atrito, permitindo que o movimento operasse a uma frequência moderna e invulgarmente alta de 4Hz para um turbilhão, melhorando a sua precisão cronométrica, enquanto mantinha uma robusta reserva de marcha de 80 horas. Do ponto de vista do design, o 5377 é a quintessência da Breguet. Embora o modelo fosse novo, a sua linguagem visual é uma continuação direta dos códigos estéticos estabelecidos por Abraham-Louis Breguet há mais de dois séculos. O mostrador em ouro maciço, prateado e meticulosamente guilhochado à mão com múltiplos padrões, cria uma profundidade e um jogo de luz inigualáveis. A disposição assimétrica, com o anel de horas principal e o grande turbilhão a ocuparem posições descentralizadas, confere um equilíbrio dinâmico e contemporâneo. Cada detalhe, desde os ponteiros de aço azulado com as suas icónicas 'pommes' até à assinatura secreta e ao número individual, reforça a sua linhagem nobre. Desde o seu lançamento inicial em ouro rosa (5377BR/12/9WU) e platina (5377PT/12/9WU), a referência viu variações subtis, nomeadamente a introdução de uma versão em platina com um deslumbrante mostrador em esmalte 'grand feu' azul (5377PT/3Y/9WU), que oferece uma estética mais moderna, mas igualmente luxuosa. O impacto do 5377 foi profundo. Ele redefiniu as expectativas para um relógio de grande complicação usável, provando que a excelência técnica não precisa ser sacrificada em nome da elegância e do conforto. O modelo consolidou a reputação da Breguet como uma manufactura que não apenas preserva a tradição, mas a impulsiona ativamente para o futuro, estabelecendo um novo padrão para o turbilhão automático ultrafino que continua a ser uma referência na indústria.

CURIOSIDADES

O rotor periférico, uma inovação chave do Calibre 581DR, foi objeto de várias patentes pela Breguet, protegendo a sua solução única de rolamentos de esferas para garantir uma rotação suave e eficiente. Apesar da sua complexidade e de possuir 334 componentes, o movimento Calibre 581DR tem uma espessura de apenas 3mm, enquanto a caixa completa mede uns incríveis 7mm. A frequência de 4Hz (28.800 vph) é notavelmente alta para um turbilhão, uma complicação que tradicionalmente opera a frequências mais lentas (2.5Hz ou 3Hz). Esta escolha técnica visa melhorar a estabilidade e a precisão cronométrica. Para manter a pureza estética do mostrador, o indicador de reserva de marcha não está visível na frente. Em vez disso, está engenhosamente integrado na platina do movimento, visível através do fundo de caixa de safira. A gaiola do turbilhão, que completa uma rotação a cada 60 segundos, é feita de titânio, pesando apenas 0,290 gramas, um feito que melhora a eficiência energética do movimento. Apesar do seu perfil ultrafino, o relógio possui uma impressionante reserva de marcha de 80 horas, conseguida através de um tambor de mola de alta energia patenteado. O mostrador não é simplesmente uma peça de metal estampada. É fabricado em ouro maciço e depois meticulosamente trabalhado à mão por um artesão utilizando um motor de rosa (rose engine lathe) para criar os complexos padrões de guilhochê, uma técnica que a Breguet ajudou a popularizar há mais de 200 anos.

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