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IWC Schaffhausen Calibre 88 'Mobec Zürich' (1948) – Exemplar de Assinatura Dupla


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Peça extremamente rara retailed pela Mobec, joalheria localizada na Badenerstrasse em Zurique. Equipado com o lendário Calibre 88 (corda manual, segundos centrais), este modelo time-only apresenta a assinatura dupla IWC Schaffhausen e Mobec Zurich no mostrador, elevando seu valor colecionável.

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RESUMO

O IWC Calibre 88 'Mobec Zürich', datado de 1948, representa um pináculo da relojoaria suíça do pós-guerra, distinguindo-se não apenas pela excelência técnica da manufatura de Schaffhausen, mas pela excecional raridade da sua proveniência comercial. Este modelo time-only é um exemplo definitivo da prática de 'double signing' (assinatura dupla), onde o mostrador exibe tanto o nome do fabricante (IWC) quanto o do retalhista de prestígio, neste caso, a joalharia Mobec, situada na Badenerstrasse em Zurique. No coração deste relógio bate o célebre Calibre 88, um movimento de corda manual que serviu como pilar para a IWC entre meados dos anos 40 e 60. Diferente dos seus contemporâneos militares, este modelo foi concebido para o cavalheiro civil, oferecendo uma estética depurada e uma precisão cronométrica rigorosa. A presença da assinatura Mobec eleva este exemplar de uma peça de relojoaria standard para um artefato histórico que documenta a relação simbiótica entre as grandes Maisons e os retalhistas locais que dominavam o mercado de luxo suíço em meados do século XX.

HISTÓRIA

A história deste modelo específico da IWC entrelaça a evolução técnica da marca no pós-guerra com a geografia comercial de luxo da Suíça. Lançado em 1946, o Calibre 88 foi desenvolvido para suceder e modernizar a linhagem de movimentos manuais da IWC, especificamente como uma evolução focada em segundos centrais do venerável Calibre 83. Enquanto o famoso Calibre 89 ganhava notoriedade pelo seu uso militar no Mark XI (a partir de 1948), o Calibre 88 era a escolha predileta para relógios de vestimenta (dress watches) de alta precisão, partilhando a mesma filosofia de durabilidade e arquitetura de pontes, mas frequentemente com um acabamento mais decorativo, como as Côtes de Genève. O exemplar de 1948 comercializado pela Mobec insere-se num período crítico de transição. A Europa recuperava da Segunda Guerra Mundial e a indústria relojoeira suíça voltava a focar-se no mercado civil de luxo. A Mobec, uma joalharia de renome localizada na Badenerstrasse em Zurique, encomendava estes relógios com mostradores personalizados, uma prática reservada apenas aos retalhistas com volume e prestígio suficientes para justificar a alteração da linha de produção em Schaffhausen. A assinatura 'Mobec Zurich' no mostrador não é mero texto; é um certificado de proveniência. Durante esta era, o nome do retalhista no mostrador funcionava como uma garantia adicional de qualidade e serviço para o cliente local. Relógios IWC com assinatura dupla de Zurique são mais frequentemente associados a casas como a Türler ou a Beyer; portanto, um exemplar 'Mobec' de 1948 é significativamente mais raro, indicando uma produção extremamente limitada para este cliente específico. A preservação deste modelo permite aos historiadores traçar a rede de distribuição da IWC no final da década de 40 e destaca a importância técnica do Calibre 88, que, com a sua frequência de 2.5 Hz e espiral Breguet, oferecia uma estabilidade de marcha que rivalizava com os cronómetros certificados da época.

CURIOSIDADES

O Calibre 88 foi produzido durante aproximadamente 17 anos, com um total estimado de cerca de 36.000 unidades, um número relativamente baixo se comparado com movimentos produzidos em massa, conferindo-lhe um estatuto de colecionismo elevado. Apesar de ser contemporâneo do famoso Calibre 89, o Calibre 88 distingue-se por uma arquitetura que muitos puristas consideram mais elegante esteticamente, derivando diretamente da disposição do lendário Calibre 83, mas adaptado para segundos centrais. A joalharia Mobec, embora menos conhecida globalmente hoje do que a Beyer ou a Bucherer, era um ponto de referência crucial na Badenerstrasse, servindo a elite financeira de Zurique no pós-guerra. A IWC mantinha registos de arquivo meticulosos ('Stammbuch'), onde é frequentemente possível verificar não apenas a data de saída da fábrica, mas especificamente o cliente (neste caso, Mobec) para quem o relógio foi enviado. Este movimento de 1948 opera a 18.000 alternâncias por hora (vph), uma frequência clássica de 'batida lenta' que resulta num som de tique-taque distinto e mais pausado do que os relógios modernos de 28.800 vph. A presença de assinatura dupla num mostrador original, sem restauro (unmolested), pode aumentar o valor de mercado da peça entre 20% a 50% em comparação com uma versão standard apenas com a marca IWC.

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