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Breguet Classique Phase de Lune 7787: A Poesia Assimétrica da Lua e do Tempo


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Combinação de fases da lua e reserva de marcha com layout assimétrico. Disponível em esmalte Grand Feu ou guilloché. Calibre 591 DRL.

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RESUMO

O Breguet Classique Phase de Lune Ref. 7787, introduzido em 2011, representa um exercício magistral de equilíbrio entre a herança histórica e a sensibilidade de design contemporânea. Posicionado no pináculo dos relógios de luxo, este modelo é uma peça de vestuário por excelência, destinada a colecionadores que reverenciam os códigos estéticos estabelecidos por Abraham-Louis Breguet — como a caixa canelada, os ponteiros 'pomme' e os terminais de bracelete soldados — mas que também apreciam uma ousadia artística. A sua filosofia de design rompe com a simetria convencional, organizando as complicações de fases da lua e de reserva de marcha num layout descentrado que é simultaneamente harmonioso e visualmente intrigante. A importância do 7787 no panorama da relojoaria reside na sua capacidade de reinterpretar informações clássicas de uma forma nova e poética, evitando a desordem e utilizando o espaço negativo como um elemento de design ativo. A oferta de dois mostradores distintos, um em esmalte 'Grand Feu' imaculado e outro em ouro prateado com guilloché manual, não só demonstra a mestria da Breguet nos 'métiers d'art', como também permite ao colecionador escolher entre a pureza minimalista e a complexidade texturizada. Alimentado pelo sofisticado calibre ultrafino 591DRL, o 7787 não é apenas um tributo ao passado, mas uma afirmação da relevância contínua da Breguet na alta relojoaria do século XXI.

HISTÓRIA

Lançado em 2011, o Breguet Classique Phase de Lune Ref. 7787 emergiu num período em que a alta relojoaria reafirmava os seus valores fundamentais de artesanato e herança, ao mesmo tempo que abraçava inovações tecnológicas. Este modelo foi a resposta da Breguet a este Zeitgeist, encapsulando perfeitamente a sua dupla identidade como guardiã da tradição e pioneira da tecnologia. A inspiração para o seu layout invulgar não veio do vácuo, mas sim de uma fonte histórica profunda: o relógio de bolso Breguet No. 5, vendido em 1794, que já apresentava elementos descentrados. O 7787 transpôs esta ideia histórica para o pulso, criando uma composição que se sentia simultaneamente clássica e radicalmente moderna. Antes do 7787, os relógios da coleção Classique com complicações semelhantes, como a Ref. 3137, tendiam a seguir layouts simétricos e mais previsíveis. A introdução do 7787 foi uma declaração de design deliberada, um afastamento da norma que demonstrou que a elegância formal não exigia uma simetria rígida. A sua disposição assimétrica, com a indicação das fases da lua proeminentemente colocada entre as 12 e a 1 horas, e o elegante indicador de reserva de marcha arqueando-se entre as 3 e as 6 horas, criou um fluxo visual dinâmico que era inédito na coleção. Desde a sua estreia, o design do 7787 permaneceu notavelmente consistente, um testemunho da sua perfeição inicial. As variações centraram-se principalmente nos materiais da caixa — ouro branco e rosa — e, crucialmente, no tipo de mostrador. A escolha entre o esmalte 'Grand Feu', com a sua beleza vítrea e profundidade, e o guilloché manual, com os seus padrões intrincados que jogam com a luz, permitiu que o modelo apelasse a diferentes sensibilidades estéticas. Em anos posteriores, a Breguet introduziu variações, como um mostrador em esmalte azul, expandindo o apelo do modelo sem diluir o seu ADN original. O impacto do 7787 foi significativo. Consolidou a reputação da Breguet na era moderna como uma marca capaz de honrar o seu legado monumental enquanto cria relógios que são relevantes e desejáveis para o colecionador contemporâneo. O modelo tornou-se uma referência de como integrar complicações de forma artística, provando que um relógio de cerimónia pode ser simultaneamente uma obra de arte discreta e uma peça de design arrojada. Continua a ser uma das expressões mais puras e poéticas da identidade Breguet no século XXI.

CURIOSIDADES

A disposição do mostrador do 7787 é uma homenagem direta ao relógio de bolso Breguet No. 5, de 1794, que já apresentava um indicador de fases da lua descentrado, demonstrando uma linhagem de design com mais de 200 anos. A lua no indicador de fases da lua não é genérica; possui um rosto humano distinto, com uma expressão serena e contemplativa, um detalhe artístico que confere personalidade à complicação. Como é tradição na marca, o mostrador inclui a 'assinatura secreta' de Breguet, uma gravação extremamente fina do nome da marca, quase invisível a olho nu, originalmente concebida como uma medida antifalsificação no século XVIII. O movimento base, o Frédéric Piguet 1150, é um calibre lendário por si só, mas a sua transformação no Breguet 591DRL envolve uma extensa modificação, incluindo a adição de componentes de silício e um rotor de ouro maciço com guilloché. Apesar da sua importância e design distinto, o 7787 não possui uma alcunha comum na comunidade de colecionadores, sendo reverenciado pelo seu número de referência, uma marca de respeito no mundo da alta relojoaria. A escolha entre o mostrador em esmalte 'Grand Feu' e o guilloché representa uma decisão entre duas das mais difíceis artes relojoeiras. O esmalte exige múltiplas cozeduras a mais de 800°C com um risco extremamente elevado de falha, enquanto o guilloché é feito em máquinas centenárias que exigem décadas de experiência para serem dominadas.

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