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Breguet Reine de Naples Jour/Nuit 8998: O Balé Celestial que Redefiniu a Alta Relojoaria Feminina


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Complicação poética com disco de dia/noite giratório e balanço representando o sol. Caixa oval icônica.

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RESUMO

O Breguet Reine de Naples Jour/Nuit Ref. 8998, apresentado em 2013, não é meramente um relógio; é uma obra de arte cinética, uma complicação poética que encapsula a mestria técnica e o legado histórico da Maison. Posicionado no ápice do mercado de luxo, este modelo destina-se a uma clientela feminina sofisticada, que valoriza tanto a complexidade mecânica quanto a expressão artística, rejeitando a noção de que relógios femininos são apenas versões reduzidas e ornamentadas de suas contrapartes masculinas. A sua filosofia de design é uma homenagem direta ao primeiro relógio de pulso da história, criado por Abraham-Louis Breguet para Caroline Murat, Rainha de Nápoles, em 1812. A icónica caixa oval (ou 'ovoide') é o palco para uma complicação fascinante e patenteada: um indicador de dia/noite que ocupa a maior parte do mostrador. O balanço do movimento, representando o sol, percorre um arco sobre um disco giratório de lápis-lazúli que simboliza o céu. A importância do Ref. 8998 reside na sua capacidade de fundir a mais alta relojoaria com uma narrativa visual emotiva. Ele solidificou a reputação da Breguet como líder incontestável na criação de relógios com grandes complicações para mulheres, demonstrando que a inovação técnica e a beleza sublime não são mutuamente exclusivas, mas sim os pilares da verdadeira excelência horológica.

HISTÓRIA

A génese do Reine de Naples Jour/Nuit Ref. 8998 está profundamente enraizada na história da própria relojoaria. A coleção, lançada em 2002, foi concebida como uma homenagem direta ao relógio de pulso número 2639, uma peça de formato oblongo com repetição de minutos e termómetro, encomendada em 1810 por Caroline Murat, Rainha de Nápoles e irmã de Napoleão Bonaparte. Este relógio histórico, considerado por muitos como o primeiro relógio de pulso já criado, estabeleceu um precedente de inovação e elegância que a Breguet procurou recapturar no século XXI. Os primeiros modelos da coleção Reine de Naples reviveram a distinta caixa oval e o espírito da alta joalharia, muitas vezes incorporando complicações úteis como indicadores de reserva de marcha e fases da lua. Contudo, foi em 2013, na Baselworld, que a Breguet elevou a coleção a um novo patamar com a introdução do Ref. 8998. Este modelo não era apenas uma nova variação estética; representava uma evolução fundamental, introduzindo um movimento totalmente novo, o Calibre 78CS, desenvolvido especificamente para alojar a sua complicação poética e inovadora. O design do Jour/Nuit rompeu com as convenções. Em vez de relegar a complicação a um pequeno submostrador, a Breguet dedicou-lhe o palco principal. O mostrador foi dividido em duas metades: a superior, em madrepérola guilhochada, para a indicação das horas e minutos; e a inferior, para um espetáculo celestial. Aqui, um disco de lápis-lazúli, representando o céu noturno com uma lua de madrepérola e estrelas de titânio, completa uma rotação a cada 24 horas. Sobre este céu, o balanço do movimento, com uma ponte de aço meticulosamente trabalhada na forma de raios solares, traça um arco durante o dia. Esta fusão engenhosa de um componente técnico essencial (o órgão regulador) com um elemento poético (o sol) foi uma proeza de microengenharia, protegida por duas patentes. O Ref. 8998 não teve 'gerações' ou 'Marks' no sentido tradicional, pois o seu design e mecânica foram tão definitivos no lançamento que permaneceram consistentes. As variações concentraram-se principalmente nos materiais da caixa (ouro branco ou rosa) e nos níveis de engaste de pedras preciosas, incluindo versões 'high jewelry' totalmente pavimentadas. O impacto do Jour/Nuit foi imenso. Ele provou que havia um mercado forte para relógios femininos que eram mecanicamente complexos e intelectualmente estimulantes, não apenas decorativos. Influenciou outras marcas de alta relojoaria a investir mais seriamente no desenvolvimento de calibres e complicações dedicadas ao público feminino, ajudando a erradicar a prática do 'shrink it and pink it'. O Reine de Naples Jour/Nuit 8998 permanece um ícone, um testemunho do legado de inovação da Breguet e um símbolo da união perfeita entre a arte e a ciência relojoeira.

CURIOSIDADES

O 'sol' no mostrador não é apenas decorativo; é o balanço funcional do movimento, uma integração genial entre forma e função que anima o relógio. O movimento Calibre 78CS foi desenvolvido do zero para este modelo e detém duas patentes, uma para o mecanismo de indicação dia/noite e outra para a concepção do seu órgão regulador. O relógio original para a Rainha de Nápoles, de 1812, está perdido na história. A sua existência é confirmada por registos detalhados nos arquivos da Breguet, o que aumenta a sua mística lendária. A coroa posicionada às 4 horas é uma assinatura da coleção Reine de Naples, melhorando a ergonomia e a fluidez visual da caixa oval. O modelo foi galardoado com o prestigiado Prémio do Público no Grand Prix d'Horlogerie de Genève (GPHG) de 2014, uma prova do seu imenso apelo junto de entusiastas e colecionadores. Cada disco de lápis-lazúli é uma peça natural, o que significa que o padrão e a profundidade da cor do 'céu' são únicos em cada exemplar do relógio. O nome 'Reine de Naples' é uma homenagem direta à sua musa inspiradora, Caroline Murat, que não só foi Rainha de Nápoles, mas também uma das mais importantes e leais clientes de Abraham-Louis Breguet.

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