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Breguet Classique Réveil du Tsar 5707: O Despertar Imperial que Redefiniu o Alarme Mecânico na Alta Relojoaria


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Lançamento de um dos alarmes mecânicos mais sofisticados da marca. Possui função GMT e alarme sonoro em gongo, alimentado pelo Calibre 519F. Um marco da complicação de despertar na era Swatch Group.

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RESUMO

Lançado em 2003, o Breguet Classique Réveil du Tsar Ref. 5707 representa um marco na história da relojoaria moderna e um pilar da renascença da marca sob a égide do Swatch Group. Este relógio não é apenas um instrumento para ver as horas, mas uma obra-prima de micro-mecânica que eleva a complicação do alarme a um nível de arte comparável ao de um repetidor de minutos. Posicionado no ápice do segmento de relógios de luxo, o seu público-alvo são os colecionadores experientes e os viajantes sofisticados que exigem tanto a elegância clássica como uma funcionalidade técnica superlativa. A sua filosofia de design é puramente Breguet: um mostrador em ouro maciço, meticulosamente trabalhado com múltiplos padrões de guilhochê à mão, ponteiros Breguet em aço azulado e a icónica caixa canelada. No entanto, por baixo desta fachada neoclássica bate um coração decididamente moderno, o Calibre 519F, que combina de forma engenhosa um alarme sonoro em gongo com um segundo fuso horário. A sua importância horológica reside na forma como reinventou uma complicação utilitária, transformando o som estridente de um alarme tradicional num toque melódico e refinado. O Réveil du Tsar não foi apenas um novo modelo; foi uma declaração de intenções, demonstrando a capacidade da Breguet de inovar dentro dos seus próprios códigos históricos e de afirmar a sua liderança no domínio das grandes complicações.

HISTÓRIA

O surgimento do Breguet Classique Réveil du Tsar Ref. 5707 em 2003 deve ser compreendido no contexto da revitalização da marca após a sua aquisição pelo Swatch Group em 1999. Sob a liderança visionária de Nicolas G. Hayek Sr., a Breguet recebeu um influxo maciço de investimento destinado a restaurar o seu estatuto como a joia da coroa da alta relojoaria. O objetivo não era apenas recriar o passado, mas inovar de uma forma que o próprio Abraham-Louis Breguet teria aplaudido. A complicação do alarme mecânico, embora com uma história rica, tinha sido largamente dominada por modelos mais utilitários como o Vulcain Cricket ou o Jaeger-LeCoultre Memovox, que usavam um martelo a vibrar contra o fundo da caixa para criar um som de zumbido. A Breguet abordou o desafio de uma perspetiva completamente diferente, a da alta complicação. Em vez de evoluir um calibre existente, a marca desenvolveu de raiz o Calibre 519F, um movimento automático que integrava dois tambores de corda separados: um para a cronometragem e outro, que se arma rodando a coroa no sentido anti-horário, exclusivamente para a função de alarme. Esta arquitetura garante que a ativação do alarme não interfere com a precisão do relógio. A inovação mais significativa foi a substituição do sistema de vibração tradicional por um martelo que bate num gongo de aço circular, uma tecnologia emprestada diretamente dos prestigiosos repetidores de minutos. O resultado foi um som cristalino e melódico, infinitamente mais refinado. O design do mostrador, embora complexo, é um triunfo de legibilidade e equilíbrio estético. Breguet utilizou a sua mestria na arte do guilhochê para delinear visualmente cada função: um padrão 'vagues' para o sub-mostrador GMT, 'grain d'orge' para a reserva de marcha do alarme, e o clássico 'clous de Paris' para o mostrador principal. Esta organização inteligente permitiu integrar cinco complicações distintas sem sobrecarregar visualmente o relógio. O 5707 foi imediatamente aclamado como uma obra-prima, ganhando prémios e solidificando a imagem da Breguet na era moderna. As suas variações iniciais focaram-se nos materiais da caixa – ouro branco (5707BA), ouro rosa (5707BR) e ouro amarelo (5707BB) – mantendo o design fundamental inalterado durante anos, um testemunho da sua perfeição inicial. O impacto do Réveil du Tsar foi profundo; demonstrou que as complicações clássicas podiam ser reimaginadas com sofisticação moderna, estabeleceu um novo padrão para relógios de alarme de luxo e serviu como um poderoso símbolo do renascimento técnico e artístico da Manufatura Breguet.

CURIOSIDADES

O nome 'Réveil du Tsar' (O Despertar do Czar) é uma homenagem direta à histórica clientela russa de A.-L. Breguet, que incluía o Czar Alexandre I, um dos seus patronos mais importantes. Ao contrário do zumbido típico dos relógios com alarme, o som do 5707 é gerado por um martelo que bate num gongo circular, produzindo um toque claro e agradável que dura cerca de 20 segundos quando totalmente armado. O movimento possui dois tambores de corda independentes. Dar corda à coroa no sentido normal alimenta o tambor do relógio, enquanto girá-la no sentido contrário alimenta o tambor do alarme, garantindo que o alarme não afeta a precisão cronométrica. Vladimir Putin, o Presidente da Rússia, foi notoriamente fotografado a usar um Breguet Réveil du Tsar, uma escolha apropriada dado o nome e a herança do relógio. Após o seu lançamento, o modelo 5707 foi um sucesso crítico instantâneo, vencendo o prémio de 'Relógio do Ano' em 2003 por várias publicações suíças e alemãs de renome. Cada padrão de guilhochê no mostrador de ouro maciço é executado manualmente num motor de rosa, uma arte centenária que a Breguet continua a dominar. O mostrador do 5707 pode apresentar até seis padrões distintos. A gestão das suas múltiplas funções é surpreendentemente intuitiva: um botão às 8h ativa ou desativa o alarme, enquanto uma segunda coroa às 4h permite acertar a hora do alarme e o segundo fuso horário de forma independente.

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