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Credor Fugaku Tourbillon GBCC999: A Grande Onda de Hokusai como o primeiro e monumental turbilhão da Seiko.


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O primeiro turbilhão da história da Seiko (Calibre 6830), uma edição limitada inspirada na arte de Hokusai.

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RESUMO

Lançado em 2016 para comemorar o 135º aniversário da Seiko, o Credor Fugaku Tourbillon (Ref. GBCC999) representa um marco monumental na história da relojoaria japonesa. Posicionado no pináculo absoluto do luxo, esta obra de arte não foi concebida para um propósito funcional, mas como uma declaração de mestria horológica e artística, rivalizando diretamente com as mais veneradas manufaturas suíças. O seu público-alvo são os colecionadores de elite e conhecedores que valorizam tanto a complexidade mecânica como os ofícios tradicionais ('métiers d'art'). A filosofia de design do Fugaku é uma fusão sublime entre a proeza técnica do Micro Artist Studio e a beleza icónica da cultura japonesa. Inspirado na xilogravura 'A Grande Onda de Kanagawa' de Katsushika Hokusai, o relógio transforma um mostrador numa tela tridimensional de metais preciosos, laca e gemas. A sua importância é imensa: ao apresentar o seu primeiro turbilhão, o Calibre 6830, a Seiko não só entrou no exclusivo clube da alta-complicação, como também demonstrou ao mundo que a sua capacidade de integração vertical se estende desde a engenharia de precisão até à mais requintada expressão artística, solidificando o estatuto da Credor como uma verdadeira casa de 'haute horlogerie'.

HISTÓRIA

Apresentado ao mundo na Baselworld 2016, o Credor Fugaku Tourbillon não foi apenas mais um lançamento; foi um evento sísmico na paisagem da alta relojoaria. Nascido no seio do Micro Artist Studio, o ateliê de elite da Seiko em Shiojiri, este relógio foi o culminar de anos de desenvolvimento e a personificação da ambição da marca em afirmar o seu lugar no topo da pirâmide horológica. O estúdio, já célebre por criações como os modelos Eichi e Sonnerie com tecnologia Spring Drive, virou a sua atenção para a mais clássica e reverenciada das complicações: o turbilhão. A base técnica para esta façanha foi a lendária família de calibres 68, introduzida originalmente em 1969 e conhecida pela sua notável finura. A transformação da arquitetura base do Calibre 68 num turbilhão, o Calibre 6830, foi um exercício de microengenharia extrema. Os engenheiros e relojoeiros tiveram de redesenhar e fabricar componentes com tolerâncias mínimas, resultando num movimento com apenas 3,98 mm de altura e uma gaiola de turbilhão com 1,98 mm de espessura, tornando-o um dos mais finos e compactos do mundo. O design do Fugaku é tão significativo quanto a sua mecânica. Sendo uma edição ultra-limitada de apenas oito peças, não existe uma evolução de gerações; cada peça é um testemunho singular de um momento específico. A inspiração foi a obra-prima de Hokusai, 'A Grande Onda de Kanagawa', um ícone da arte japonesa reconhecido globalmente. A execução foi um esforço colaborativo de mestres artesãos. Nobuhiro Kosugi supervisionou o design geral, enquanto Kiyoshi Terui, um gravador de renome, esculpiu meticulosamente a onda dinâmica em ouro amarelo e branco de 18 quilates. O céu dramático, com o seu gradiente de azul profundo a roxo, foi criado por Isshu Tamura, um mestre da laca Urushi, que aplicou camadas sucessivas para alcançar uma profundidade e cor inigualáveis. As 47 safiras azuis cravejadas na luneta e nas asas não são meramente decorativas; representam gotas de água cintilantes da onda e estrelas no céu. O impacto do Fugaku foi profundo e duradouro. Ele redefiniu a percepção global da Seiko e da sua submarca de luxo, Credor. Deixou de ser vista apenas como uma produtora de relógios fiáveis e tecnologicamente avançados para ser reconhecida como uma manufatura capaz de criar 'art objects' que combinam uma complexidade mecânica de classe mundial com uma alma artística profundamente japonesa. O Fugaku não foi uma tentativa de imitar os suíços, mas sim uma afirmação orgulhosa da sua própria identidade e excelência, um legado encapsulado em apenas oito exemplares.

CURIOSIDADES

O nome 'Fugaku' (??) é uma designação arcaica e poética para o Monte Fuji, que é um elemento central na série de xilogravuras de Hokusai que inclui 'A Grande Onda'. O Calibre 6830, com apenas 3,98 mm de espessura, foi o movimento de turbilhão mais fino da Seiko e um dos mais finos do mundo aquando do seu lançamento. A gaiola do turbilhão tem um volume mínimo, com apenas 1,98 mm de espessura. A criação de cada relógio envolveu uma colaboração única entre três mestres artesãos de renome: Kiyoshi Terui (gravação), Isshu Tamura (laca Urushi) e Nobuhiro Kosugi (design), para além da equipa de relojoeiros de elite do Micro Artist Studio. Com um preço de lançamento de ¥50,000,000 (aproximadamente 460.000 USD em 2016), foi, na altura, o relógio de pulso mais caro alguma vez produzido pela Seiko Corporation. A produção foi estritamente limitada a apenas oito peças para todo o mundo, assegurando o seu estatuto como um dos relógios Credor mais raros e cobiçados de sempre. De forma deliberada, o mostrador não exibe o logótipo 'Seiko'. Apenas a marca 'Credor' está presente, subtilmente gravada na ponte do movimento, posicionando firmemente o relógio como uma entidade de ultra-luxo distinta dentro do grupo.

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