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Breguet Classique Tourbillon Quantième Perpétuel 3750: A Obra-Prima Neoclássica com Caixa Caçador


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Introdução do turbilhão com calendário perpétuo e indicação retrógrada de ano bissexto, caixa estilo caçador (hunter case).

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RESUMO

O Breguet Classique Tourbillon Quantième Perpétuel Ref. 3750, particularmente em sua encarnação do ano 2000 com caixa estilo caçador, representa um pináculo da relojoaria tradicional na era moderna. Posicionado no escalão mais elevado das grandes complicações, este relógio não foi concebido para o pulso casual, mas sim para o colecionador erudito e o conhecedor da arte mecânica. A sua filosofia de design é uma ode pura ao legado de Abraham-Louis Breguet, manifestada através de um mostrador em ouro maciço com guilloché executado à mão, os icónicos ponteiros Breguet em aço azulado e a inconfundível carrura canelada. A peça transcende a mera cronometragem, funcionando como uma declaração de mestria técnica e reverência histórica. A sua significância reside na harmoniosa e complexa integração de duas das mais reverenciadas complicações: o turbilhão, patenteado pelo próprio Breguet em 1801, e o calendário perpétuo. A adição de um indicador de ano bissexto retrógrado e de uma rara caixa de caçador – que esconde o movimento sob uma tampa de ouro polido – eleva-o de um relógio de pulso a um tesouro tátil e visual, um testemunho da renovada ambição da Breguet sob a égide do Swatch Group no virar do milénio.

HISTÓRIA

Lançado no limiar do novo milénio, o Breguet Classique Tourbillon Quantième Perpétuel Ref. 3750 foi uma poderosa afirmação da marca, recém-adquirida pelo Swatch Group em 1999. Sob a visão de Nicolas G. Hayek, a Breguet estava a ser reposicionada não apenas como uma marca de luxo, mas como a guardiã da mais alta tradição relojoeira, e o 3750 era a prova material dessa ambição. Este modelo não surgiu do vácuo; baseou-se no sucesso de referências anteriores de turbilhão, como a Ref. 3350, que ajudou a reintroduzir a invenção de Breguet no pulso de uma nova geração de colecionadores. No entanto, o 3750 elevou o conceito a um novo patamar ao integrar-lhe um calendário perpétuo completo. A escolha de um calibre de corda manual baseado no excecional ébauche da Nouvelle Lémania (também uma empresa do Swatch Group) proporcionou uma tela perfeita para a mestria da Breguet. A arquitetura do movimento, visível através do fundo de safira, foi concebida para ser tanto um espetáculo técnico como artístico, com cada ponte e platina meticulosamente gravada à mão com motivos florais, um traço de pura opulência horológica. A versão específica com caixa de caçador, ou 'savonnette', é particularmente significativa. Esta escolha de design, reminiscente dos mais finos relógios de bolso do século XIX, era incomum para relógios de pulso da época e conferia à peça uma aura de nostalgia e exclusividade. Oferecia uma experiência íntima ao proprietário, que podia escolher quando revelar a complexidade mecânica do calibre 558 QP2. Uma das inovações mais subtis e elegantes do 3750 foi a sua indicação de ano bissexto retrógrado. Em vez do típico submostrador de quatro anos, uma pequena mão percorre um arco de 1 a 4 e, no final do ciclo, salta instantaneamente de volta ao início, adicionando um elemento de dinamismo visual a uma complicação inerentemente lenta. Ao longo da sua produção, o 3750 foi oferecido principalmente em metais preciosos – ouro amarelo, rosa e platina – mantendo o seu design fundamental inalterado. Não existem 'gerações' ou 'Marks' distintos como nos relógios desportivos; a sua identidade permaneceu consistente, sendo cada peça uma obra de arte individual. O impacto do Ref. 3750 na indústria foi profundo. Ele solidificou a reputação da Breguet como mestre incontestável das grandes complicações na era moderna e estabeleceu um padrão estético e técnico para os futuros modelos da coleção Classique. Hoje, é considerado um ícone do 'renascimento' da Breguet, uma peça essencial para qualquer coleção de alta relojoaria que se preze, especialmente na rara e cobiçada configuração com caixa de caçador.

CURIOSIDADES

A versão com caixa de caçador (hunter case) é especialmente rara e procurada, oferecendo uma experiência tátil única e uma grande 'tela' de ouro ou platina para potenciais gravações personalizadas. O calibre 558 QP2 é uma obra de arte, com cada superfície finalizada à mão (anglage, perlage) e a ponte do turbilhão frequentemente gravada à mão com elaborados motivos florais, tornando cada movimento ligeiramente único. Este relógio combina duas áreas onde Abraham-Louis Breguet foi um pioneiro: o turbilhão (patenteado em 1801) e o calendário perpétuo (ele aperfeiçoou o mecanismo). O 3750 é uma homenagem direta ao seu duplo génio. O indicador de ano bissexto retrógrado é uma caraterística subtil mas tecnicamente difícil, proporcionando um momento de teatro mecânico a cada quatro anos quando a mão salta de volta à sua posição inicial. Ao contrário de muitos relógios desportivos, as grandes complicações como o 3750 raramente adquirem alcunhas. São conhecidas simplesmente pelo seu número de referência entre colecionadores de elite, um sinal do seu estatuto exclusivo. Lançado logo após a aquisição pelo Swatch Group, o 3750 é visto pelos colecionadores como uma das primeiras grandes obras-primas da 'era Hayek', simbolizando a revitalização e o poder financeiro investido na marca. O mostrador não é simplesmente pintado. É uma peça de ouro maciço que é depois prateada e meticulosamente trabalhada à mão numa máquina de guilloché tradicional, uma arte que pouquíssimas manufaturas ainda dominam a este nível.

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