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Breguet Classique Chronographe 5247: A Maestria do Esmalte Grand Feu com o Lendário Calibre Lemania


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Cronógrafo manual com mostrador em esmalte Grand Feu e escala taquimétrica em caracol vermelho. Calibre 533.3 (base Lemania 2310).

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RESUMO

O Breguet Classique Chronographe Ref. 5247, especialmente na sua iteração de 2007 com mostrador em esmalte 'Grand Feu', representa um pináculo da relojoaria neoclássica. Posicionado no segmento mais elevado do mercado, este relógio não é uma ferramenta, mas sim um objeto de arte funcional, destinado a colecionadores e conhecedores que valorizam tanto a complexidade mecânica quanto a mestria artesanal. A sua filosofia de design é uma síntese perfeita do legado de Abraham-Louis Breguet com a funcionalidade de um cronógrafo desportivo, resultando num 'cronógrafo de gala' de elegância incomparável. A sua significância reside na confluência de três elementos de excelência: a estética purista de Breguet, com a sua caixa canelada e ponteiros icónicos; a arte ancestral e raríssima do esmalte 'Grand Feu', que cria um mostrador de brancura e profundidade inalteráveis; e a utilização do Calibre 533.3, baseado no lendário movimento Lemania 2310, um dos mais belos e historicamente importantes calibres de cronógrafo de corda manual já criados. Este modelo não apenas reafirmou a proeminência da Breguet sob a égide do Swatch Group, mas também se tornou um ícone moderno, um testemunho da beleza intemporal que nasce quando a tradição relojoeira suíça é executada ao mais alto nível de perfeição.

HISTÓRIA

O Breguet Classique Chronographe Ref. 5247, lançado em meados dos anos 2000, é a evolução natural e sublime do seu aclamado predecessor, o Ref. 3237. Nascido numa era em que a Breguet, sob a liderança visionária de Nicolas G. Hayek e a força do Swatch Group, procurava solidificar a sua posição no topo da pirâmide da alta relojoaria, o 5247 foi uma declaração de intenções. Enquanto o 3237, com a sua caixa mais contida de 36mm, reintroduziu o mundo ao cronógrafo clássico com base Lemania, o 5247 refinou a fórmula para um público contemporâneo. A caixa foi ampliada para uns mais modernos 39mm, proporcionando maior presença no pulso sem sacrificar a elegância clássica. Contudo, a evolução mais significativa e que define esta referência específica foi a introdução do mostrador em esmalte 'Grand Feu'. As versões anteriores e contemporâneas do 5247 ofereciam primorosos mostradores em ouro com guilhochagem manual, uma marca registada da Breguet. A variante em esmalte, no entanto, elevou o modelo a um patamar de 'métiers d'art'. A complexidade e a taxa de insucesso na produção destes mostradores, cozidos a temperaturas superiores a 800°C, garantem que cada peça é única e de uma beleza imaculada e permanente. O design do mostrador é uma obra-prima de legibilidade e equilíbrio. Os delicados numerais arábicos Breguet, a assinatura secreta da marca e os icónicos ponteiros em aço azulado contrastam na perfeição com o branco luminoso do esmalte. O toque de génio é a escala taquimétrica em espiral vermelha, um detalhe de inspiração vintage que confere ao relógio um caráter distinto e uma pitada de desportividade. Mecanicamente, o 5247 manteve-se fiel à excelência, utilizando o Calibre 533.3, uma versão soberbamente acabada do Lemania 2310. Através do fundo em safira, o proprietário pode admirar a arquitetura intemporal da roda de colunas, um balé mecânico que seduziu marcas como Patek Philippe e Vacheron Constantin. O 5247 não teve 'gerações' no sentido tradicional; em vez disso, as suas variações de material de caixa (ouro rosa ou branco) e, crucialmente, de tipo de mostrador (guilhoché vs. esmalte), criaram uma hierarquia clara para os colecionadores. A versão em esmalte, como a de 2007, é universalmente considerada a mais desejável e rara, representando o auge da expressão artística e técnica do modelo. O seu impacto foi profundo, consolidando a imagem da Breguet como mestre incontestável do design clássico, ao mesmo tempo que demonstrava a sua capacidade de criar relógios de complicação do mais alto calibre. Hoje, o 5247 é visto como um dos mais belos cronógrafos de corda manual da era moderna, um futuro clássico que encapsula o renascimento da relojoaria tradicional.

CURIOSIDADES

O motor do 5247, o Calibre 533.3, baseia-se no lendário Lemania 2310, considerado um dos melhores movimentos de cronógrafo já feitos, sendo a mesma base usada pela Patek Philippe (CH 27-70), Vacheron Constantin (Cal. 1141) e sendo o antecessor direto do Calibre 321 da Omega, usado no Speedmaster que foi à Lua. A técnica 'Grand Feu' (Grande Fogo) é um processo artesanal extremamente delicado onde múltiplas camadas de pó de esmalte são aplicadas e cozidas a mais de 800°C. A elevada taxa de quebra torna cada mostrador perfeito numa pequena obra de arte. Como é tradição da marca, o mostrador apresenta uma 'assinatura secreta' de Breguet, pintada de forma quase invisível, que só pode ser vista sob luz rasante, um antigo método para combater falsificações. Colecionadores frequentemente referem-se a esta variante específica como o '5247 Esmalte' ou 'Grand Feu 5247' para a distinguir das suas irmãs mais comuns com mostrador em guilhoché. A escala taquimétrica em espiral vermelha, ou 'caracol', é um piscar de olho aos cronógrafos militares e de competição das décadas de 1930 e 1940, adicionando um toque de charme vintage a um design de resto puramente clássico. Este modelo é um dos expoentes máximos da 'Era Hayek', refletindo a visão de Nicolas G. Hayek Sr. de restaurar o brilho histórico da Breguet com um investimento massivo em artesanato e qualidade mecânica após a aquisição pelo Swatch Group em 1999. Ao contrário de muitos dos seus predecessores, o Ref. 5247 possui um fundo de caixa em safira, permitindo uma visão desimpedida do movimento soberbamente acabado, uma característica que os entusiastas de mecânica relojoeira muito apreciam.

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