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Casio DBC-600 Databank: O Computador de Pulso que Definiu a Estética Geek Chic dos Anos 80


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Evolução icônica da linha Databank que integrou teclado de membrana frontal para calculadora e banco de dados (Telememo 50), definindo a estética geek chic dos anos 80.

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RESUMO

Em 1985, numa era dominada pela ascensão do computador pessoal e por uma crescente obsessão com a tecnologia, a Casio lançou o DBC-600 Databank, um relógio que transcendia a mera cronometragem para se tornar um verdadeiro assistente digital de pulso. Mais do que um sucessor dos seus antecessores, o DBC-600 foi uma peça definidora, encapsulando o espírito de uma década. O seu design, centrado num teclado de membrana frontal, não era apenas funcional; era uma declaração de intenções. A sua filosofia de design priorizava a densidade de informação e a acessibilidade, combinando um banco de dados para 50 contactos (Telememo), uma calculadora de oito dígitos, cronógrafo, alarme e agenda. Dirigido a estudantes, engenheiros, profissionais de negócios e a todos os entusiastas da tecnologia, o DBC-600 não era um relógio de luxo, mas sim um ícone de vanguarda tecnológica acessível. A sua importância horológica reside no facto de ter solidificado o conceito do 'smartwatch' décadas antes do termo ser cunhado, demonstrando que um relógio podia ser uma ferramenta interativa para gestão de informação pessoal. O DBC-600 não se limitou a seguir tendências; ele criou uma, estabelecendo a estética 'geek chic' que continua a influenciar o design e a moda até aos dias de hoje.

HISTÓRIA

O lançamento do Casio DBC-600 em 1985 não foi um evento isolado, mas sim o clímax de uma evolução que posicionou a Casio como líder indiscutível na revolução dos relógios digitais. No início da década de 80, a marca já tinha chocado o mundo com o seu relógio calculadora C-80, mas a interface, com os seus pequenos botões físicos, era muitas vezes desajeitada. A linha Databank, inaugurada por volta de 1983, procurou resolver um problema diferente: o armazenamento de dados. Modelos pioneiros como o CD-40 podiam guardar números de telefone, mas a sua operação ainda era complexa. O DBC-600 representou um salto quântico ao fundir estas duas funcionalidades – calculadora e banco de dados – numa interface unificada, elegante e futurista. A sua inovação mais marcante foi o teclado de membrana frontal. Esta superfície plana e sensível ao toque não só conferia ao relógio uma estética limpa e de alta tecnologia, reminiscente dos computadores e sintetizadores da época, como também tornava a introdução de dados e cálculos exponencialmente mais rápida e intuitiva. Esta foi a peça que completou o puzzle, transformando o relógio de uma mera curiosidade tecnológica num dispositivo genuinamente útil. O design do DBC-600 tornou-se instantaneamente icónico. A sua caixa retangular de resina cromada e a bracelete de aço inoxidável eram a tela perfeita para a sua face funcional, dominada pelo ecrã LCD e pelo teclado alfanumérico. Não havia tentativa de esconder a sua natureza digital; pelo contrário, celebrava-a. Este relógio tornou-se um símbolo de status para uma nova geração que valorizava a inteligência e a proficiência tecnológica acima do luxo tradicional. Ao longo dos anos, o design do DBC-600 serviu de base para inúmeras variações. O seu sucessor direto, o DBC-610, lançado pouco tempo depois, refinou a fórmula com uma caixa de aço inoxidável, tornando-se ele próprio um clássico de culto. No entanto, o DBC-600 permanece como o original, o modelo que estabeleceu o arquétipo. A sua influência perdura não só na contínua produção da linha Databank pela Casio, mas também no conceito fundamental do smartwatch moderno. O DBC-600 foi pioneiro na ideia de que um relógio podia ser um hub para a nossa informação pessoal, um companheiro digital que oferecia mais do que apenas as horas. O seu legado não está em metais preciosos ou mecânicas complexas, mas na sua visão audaciosa do futuro da horologia pessoal, um futuro que ele ajudou a moldar.

CURIOSIDADES

O músico Sting foi um dos mais famosos utilizadores de um Casio Databank (o modelo DBC-610, muito semelhante) durante os anos 80, cimentando o estatuto de acessório 'cool' do relógio. A tecnologia do teclado de membrana era vista como de ponta na época, oferecendo uma superfície plana e resistente que parecia ter saído de um filme de ficção científica, como 'Blade Runner' ou 'Tron'. A capacidade de armazenamento para 50 registos no 'Telememo' era considerada massiva para 1985, permitindo aos utilizadores guardar uma lista de contactos inteira no pulso, décadas antes dos telemóveis se tornarem omnipresentes. Apesar de 'Databank' ser o nome oficial da linha, o relógio é universalmente conhecido na cultura popular simplesmente como 'o relógio calculadora da Casio', um testemunho do seu impacto indelével. A iluminação do ecrã era uma 'microlight', uma minúscula lâmpada incandescente amarelada posicionada num dos lados do visor, muito diferente das luzes de fundo LED ou eletroluminescentes (Illuminator) que se tornariam padrão anos mais tarde. O relógio faz uma aparição notável no filme 'Pulp Fiction' (1994) de Quentin Tarantino, usado pela personagem 'The Gimp', solidificando ainda mais o seu lugar na iconografia da cultura pop. O DBC-600 foi um dos relógios usados por Marty McFly, interpretado por Michael J. Fox, nas sequelas 'Back to the Future Part II' e 'Part III', alternando com o mais simples CA-53W.

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