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Orient Kamasu: O Barracuda que Elevou o Mergulho Acessível com a Precisão do Cristal de Safira


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Evolução da linha de mergulho (Mako/Ray), introduzindo cristal de safira e design de ponteiros distinto. Nome comercial oficializado nos EUA e adotado globalmente.

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RESUMO

O Orient Kamasu, lançado em 2019, representa um ponto de inflexão crucial na história da relojoaria de mergulho acessível. Posicionado como a evolução natural das aclamadas linhas Mako e Ray, o Kamasu não foi apenas uma atualização, mas uma declaração de intenções da Orient. O seu público-alvo é vasto, abrangendo desde o neófito que procura o seu primeiro relógio mecânico sério até ao colecionador experiente que exige robustez e especificações técnicas de alto nível sem o preço exorbitante. A filosofia de design do Kamasu equilibra magistralmente a estética clássica de um 'tool watch' com uma identidade visual mais agressiva e contemporânea, evidenciada pelos seus ponteiros e índices afiados que lhe valeram a alcunha de 'Barracuda'. A sua significância horológica é imensa; ao introduzir um cristal de safira como padrão nesta faixa de preço, a Orient desafiou diretamente o status quo, forçando a concorrência a reavaliar as suas ofertas. O Kamasu cimentou a reputação da marca como a líder indiscutível em valor, provando que a durabilidade, a fiabilidade e os materiais premium não necessitam de ser exclusivos do luxo suíço. É, em essência, a democratização da alta performance em relógios de mergulho.

HISTÓRIA

O surgimento do Orient Kamasu em 2019 não foi um evento isolado, mas sim o clímax de anos de evolução e de uma atenção quase simbiótica da marca para com a sua comunidade de entusiastas. Para compreender o seu impacto, é essencial revisitar o contexto da década. A Orient já dominava o segmento de relógios de mergulho acessíveis com os seus modelos Mako e Ray, relógios que se tornaram lendários pela sua fiabilidade e valor excecional. Em 2016, a introdução das versões 'II' destes modelos resolveu uma grande lacuna ao incorporar o calibre F6922, que adicionou as funcionalidades essenciais de hacking e corda manual. No entanto, um ponto de crítica persistia: o uso de cristal mineral, suscetível a riscos e visto como o único compromisso num pacote quase perfeito. A comunidade online, em fóruns e redes sociais, expressava um desejo uníssono por uma versão com cristal de safira. A Orient ouviu. O Kamasu foi a resposta direta e enfática a esse apelo. Lançado sob referências como RA-AA0001B19A (preto) e RA-AA0004E19A (verde), o modelo adotou a caixa de tamanho perfeito do Mako II, mas distinguiu-se com uma identidade visual completamente nova. O nome 'Kamasu', termo japonês para Barracuda, foi um apelido cunhado por fãs que a Orient USA inteligentemente adotou, uma referência perfeita aos novos índices triangulares e ao conjunto de ponteiros afiados que conferiam ao relógio uma postura mais moderna e agressiva. Esta diferenciação visual foi crucial para estabelecer o Kamasu não como um 'Mako III', mas como uma linha distinta e superior. A sua introdução marcou uma mudança de paradigma. Pela primeira vez, um relógio de uma marca histórica, com movimento 'in-house' e construção robusta para mergulho, oferecia um cristal de safira por um preço que era, e continua a ser, quase inacreditável. O sucesso foi imediato e avassalador. O Kamasu não só satisfez os desejos dos fãs existentes, mas atraiu uma nova geração de compradores para a relojoaria mecânica. As variações de lançamento, especialmente a de mostrador verde esmeralda com efeito 'sunburst', tornaram-se ícones instantâneos, oferecendo uma estética associada a relógios de luxo de milhares de dólares. O impacto do Kamasu no legado da Orient é profundo; solidificou a marca como uma entidade que não apenas se apoia na sua herança, mas que inova ativamente para liderar o seu segmento de mercado. Para a indústria, o Kamasu elevou a fasquia, tornando o cristal de safira uma expectativa, em vez de um luxo, no mundo dos relógios de mergulho acessíveis.

CURIOSIDADES

O nome 'Kamasu' (japonês para Barracuda) foi um apelido dado pela comunidade antes da sua adoção comercial, inspirado nos seus índices e ponteiros afiados, que se assemelham aos dentes do peixe. Durante algum tempo, muitos colecionadores referiam-se ao Kamasu como o 'Mako III', considerando-o o sucessor lógico. No entanto, a sua identidade de design distinta e a oficialização do nome 'Kamasu' consolidaram-no como uma linha de modelo separada. A versão com mostrador verde (RA-AA0004E19A) tornou-se um clássico de culto, frequentemente comparada a relógios de luxo suíços com mostradores verdes, o que lhe valeu a alcunha de 'Hulk do Pobre' em alguns círculos de entusiastas. Apesar de cumprir todos os requisitos da norma ISO 6425 para relógios de mergulho, a Orient opta por não imprimir 'DIVER'S 200m' no mostrador, preferindo uma inscrição mais limpa de 'Water Resist 20 bar', uma prática comum da marca. O Kamasu tornou-se um favorito instantâneo na comunidade de 'modding' (modificação de relógios) devido à sua compatibilidade com uma vasta gama de peças de reposição (como lunetas, inserções e braceletes) originalmente feitas para o popular Seiko SKX. Um ponto de crítica comum, e paradoxalmente parte do seu charme para os puristas, é a coroa relativamente pequena para um relógio de mergulho, que pode ser um pouco difícil de operar com luvas. Em contrapartida, a ação do seu bisel unidirecional de 120 cliques é universalmente elogiada.

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