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Breguet Classique Ref. 5177 Grand Feu Noir: A Elegância Neoclássica Revestida na Escuridão Eterna do Esmalte


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Primeira versão do clássico 5177 em platina com mostrador em esmalte Grand Feu preto profundo.

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RESUMO

O Breguet Classique Ref. 5177 Grand Feu Noir em platina é a personificação da alta relojoaria que conjuga, com mestria inigualável, a herança neoclássica do seu fundador e uma estética contemporânea ousada. Posicionado no pináculo dos relógios de gala, este modelo transcende a sua função primária para se afirmar como uma obra de arte vestível. A sua filosofia de design é de uma pureza absoluta, aderindo fielmente aos códigos estabelecidos por Abraham-Louis Breguet há mais de dois séculos: a caixa canelada, os terminais de bracelete soldados e os icónicos ponteiros 'pomme'. Contudo, a sua significância reside na sua audaciosa reinterpretação. Ao invés do tradicional mostrador branco ou com guilhoché, a Breguet optou por um abismo de esmalte Grand Feu preto, uma técnica artesanal de extrema dificuldade. Esta escolha não só confere ao relógio uma presença visual magnética e moderna, como também demonstra a vitalidade da marca em inovar dentro dos seus cânones mais sagrados. Dirigido ao colecionador experiente e ao esteta que valoriza tanto a proeza técnica como o trabalho artesanal, o 5177 Grand Feu Noir é um diálogo entre o passado e o presente, onde a platina fria e discreta serve de moldura para a profundidade infinita e imutável do esmalte, criando um relógio que é, ao mesmo tempo, intemporal e perfeitamente do seu tempo.

HISTÓRIA

A referência Classique 5177 representa um dos pilares da coleção contemporânea da Breguet, servindo como o arquétipo do relógio de três ponteiros com data que encapsula a pureza estética do seu fundador. Durante anos, este modelo foi celebrado primordialmente pelas suas versões com mostradores em guilhoché manual ou esmalte Grand Feu branco, ambas manifestações clássicas do savoir-faire da marca. Contudo, em 2019, a Breguet surpreendeu o mundo da relojoaria com a introdução de uma variante que redefiniu a perceção do modelo: a referência 5177PT/29/9V6, a primeira a combinar uma caixa de platina com um impressionante mostrador em esmalte Grand Feu preto. Este lançamento não foi uma mera variação de cor, mas sim uma declaração de intenções. Em um mercado que começava a valorizar estéticas mais sóbrias e versáteis, a Breguet demonstrou que a sua linhagem mais tradicional poderia ser ousada e moderna sem sacrificar um pingo da sua identidade histórica. A escolha do esmalte preto foi tecnicamente ambiciosa; ao contrário do branco, o esmalte preto é notoriamente difícil de produzir com uma cor e brilho perfeitamente uniformes, exigindo uma mestria artesanal excecional e aceitando uma taxa de insucesso muito elevada durante os múltiplos processos de cozedura a mais de 800°C. O design do mostrador, embora minimalista, é um campo de estudo em subtilezas. Os famosos numerais Breguet não são aplicados, mas sim transferidos para a superfície do esmalte através de um processo de 'décalque' com prata pulverizada, criando um contraste suave e etéreo contra o fundo negro. O resultado é uma legibilidade fantástica e uma profundidade visual que um mostrador lacado simplesmente não consegue replicar. O uso da platina para a caixa de 38mm complementa perfeitamente o mostrador. Mais denso e com um brilho mais frio e branco do que o ouro branco, a platina confere ao relógio um peso substancial e uma aura de luxo discreto. Esta combinação específica – platina e esmalte preto – posicionou o 5177 como uma alternativa sofisticada e contemporânea dentro da própria gama Classique, apelando a um colecionador que, embora reverencie a história da Breguet, procura uma peça com uma personalidade mais forte e distinta. Ao longo do seu tempo no catálogo, esta referência não sofreu alterações significativas, mantendo-se como um testemunho da sua perfeição conceptual inicial. O seu impacto foi profundo, solidificando a reputação da Breguet não apenas como guardiã da tradição, mas como uma força inovadora capaz de recontextualizar os seus próprios ícones para uma nova geração de apreciadores.

CURIOSIDADES

A arte do esmalte 'Grand Feu' negro é um dos processos mais desafiadores na relojoaria. Cada mostrador exige múltiplas camadas de esmalte e passagens pelo forno a temperaturas superiores a 800°C, com um risco constante de fissuras ou imperfeições, tornando cada peça bem-sucedida única. Como manda a tradição iniciada por A.-L. Breguet para combater falsificações, este modelo apresenta uma 'assinatura secreta' gravada no esmalte, geralmente perto do numeral 12, visível apenas sob luz rasante. Os numerais prateados não são pintados. São criados através de uma técnica de 'décalque' onde pó de prata é transferido para o esmalte antes da última cozedura, fundindo-se com a superfície para um acabamento duradouro e ligeiramente texturizado. Apesar da sua aparência clássica, o calibre 777Q incorpora tecnologia de ponta, como uma espiral e uma roda de escape em silício. Este material amagnético e leve melhora significativamente a precisão e a fiabilidade do relógio, uma fusão perfeita entre artesanato do século XVIII e engenharia do século XXI. Ao contrário de muitos relógios icónicos, o 5177 'Grand Feu Noir' não possui um apelido amplamente aceite na comunidade de colecionadores, sendo reverencialmente referido pelas suas características distintivas, o que sublinha o seu estatuto de peça para conhecedores. A janela da data, frequentemente um ponto de discórdia em mostradores de esmalte, é aqui executada com um rigor excecional. O recorte é preciso e o disco da data foi cuidadosamente trabalhado para que a cor e a tipografia se integrem harmoniosamente na composição do mostrador.

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