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Casio Pro Trek DPX-500: O Pioneiro Digital que Conquistou a Natureza com o Revolucionário Sensor Triplo de 1994.


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Modelo inaugural da linha Pro Trek (ATC-1100 em alguns mercados), apresentando o Triple Sensor (bússola, barômetro/altímetro, termômetro).

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RESUMO

Lançado em 1994, o Casio Pro Trek DPX-500, conhecido em mercados chave como Japão e EUA pelo seu nome de código ATC-1100, representa um marco monumental na história da relojoaria de aventura. Numa era anterior à onipresença dos smartwatches, a Casio conseguiu uma proeza de engenharia ao integrar, pela primeira vez, um altímetro, um barómetro, um termómetro e uma bússola digital num único dispositivo de pulso robusto e acessível. Este foi o nascimento do 'Sensor Triplo', a tecnologia que viria a definir a linha Pro Trek e a solidificar a reputação da Casio como líder incontestável em relógios-ferramenta digitais. Destinado a montanhistas, caminhantes e exploradores, o DPX-500 não era um acessório de moda, mas um instrumento de sobrevivência. A sua filosofia de design era puramente funcional: uma caixa de resina sobredimensionada para proteger o delicado módulo, botões grandes para uma operação fácil com luvas e um mostrador LCD complexo que exibia uma quantidade sem precedentes de dados ambientais. O seu significado transcende o seu nicho; o DPX-500 democratizou a tecnologia de sensores ambientais, oferecendo a entusiastas amadores e profissionais uma ferramenta que antes estava reservada a equipamentos especializados e dispendiosos, estabelecendo o paradigma para todos os relógios de outdoor que se seguiram.

HISTÓRIA

Em meados da década de 1990, o mundo assistia a uma explosão no interesse por desportos radicais e atividades ao ar livre. Foi neste cenário de aventura e exploração que a Casio, já uma força dominante na relojoaria digital com a sua linha G-Shock, identificou uma oportunidade para criar o derradeiro relógio-instrumento. A marca já tinha experimentado com sensores individuais em modelos anteriores, como o BM-100WJ de 1989 com barómetro, mas o projeto 'Pro Trek' visava uma integração total. O resultado, lançado em 1994, foi o DPX-500 (ou ATC-1100), o modelo inaugural que definiu uma categoria. A sua chegada foi revolucionária. A capacidade de miniaturizar e combinar um altímetro, barómetro/termómetro e uma bússola num único módulo, o célebre Módulo 1170, foi um feito tecnológico notável. O design do relógio era uma consequência direta da sua função. A caixa era massiva, não por estética, mas por necessidade de albergar o complexo módulo e o proeminente sensor localizado no lado esquerdo, que se tornou a sua assinatura visual. Este sensor era a 'janela' para o mundo, a interface física que media o ambiente à volta do utilizador. O DPX-500 estabeleceu a linguagem de design que a linha Pro Trek seguiria por mais de uma década: uma estética robusta, focada na legibilidade e na funcionalidade, sem concessões ao luxo. Não houve uma evolução geracional do DPX-500 em si; ele foi o 'Mark I', o ponto de partida. Os modelos subsequentes, como o PRT-40, rapidamente começaram a refinar a fórmula: os sensores tornaram-se mais pequenos, mais precisos e mais eficientes em termos energéticos. A grande viragem na linha viria anos mais tarde com a introdução da tecnologia 'Tough Solar' (carregamento solar) e 'Multi Band' (sincronização por rádio), que resolveram os dois principais desafios do modelo original: a vida útil da bateria e a precisão do tempo. No entanto, para os colecionadores, o DPX-500/ATC-1100 continua a ser o 'Santo Graal'. É o relógio que deu início a tudo. A sua importância não reside apenas no seu pioneirismo tecnológico, mas no seu impacto cultural. Ele provou que um relógio de pulso podia ser uma ferramenta de navegação e meteorologia fiável e acessível, influenciando não só toda a gama futura da Casio, mas também concorrentes como a Suunto e, eventualmente, abrindo caminho para a funcionalidade ambiental que hoje vemos em muitos smartwatches.

CURIOSIDADES

O nome ATC-1100, usado em mercados como o norte-americano, é um acrónimo para as suas funções principais: Alti-Thermo-Compass (Altímetro-Termómetro-Bússola). Apesar de não ter endossos de celebridades, o relógio tornou-se um favorito entre montanhistas e equipas de resgate na década de 90, que valorizavam a sua funcionalidade num único pacote. O grande sensor externo no lado esquerdo da caixa não era apenas funcional, mas uma declaração de design deliberada da Casio para exibir a sua proeza tecnológica, algo que se destacava drasticamente de qualquer outro relógio da época. O gráfico de tendência da pressão barométrica no mostrador era uma ferramenta crucial, permitindo aos utilizadores prever mudanças climáticas iminentes – uma característica vital em ambientes de montanha. O DPX-500 é considerado por muitos colecionadores de relógios digitais como o equivalente ao Omega Speedmaster para a exploração espacial; é o relógio seminal para a exploração terrestre. O módulo 1170 exigia uma calibração cuidadosa pelo utilizador para garantir a precisão do altímetro e da bússola, envolvendo o utilizador de uma forma muito mais profunda do que um simples relógio. Embora hoje pareça comum, a capacidade de alternar entre Celsius e Fahrenheit, ou metros e pés, com o premir de um botão era uma funcionalidade de conveniência avançada para 1994.

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