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Credor Eichi II GBLT999: A Perfeição Silenciosa da Alta Relojoaria Japonesa


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Sucessor do Eichi I, apresentando um mostrador de porcelana pintado à mão e o movimento Spring Drive Calibre 7R14 com acabamento manual de nível haute horlogerie pelo Micro Artist Studio.

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RESUMO

O Credor Eichi II (Ref. GBLT999) não é apenas um relógio; é uma declaração de mestria e uma manifestação da filosofia japonesa de beleza na simplicidade. Lançado em 2014 como sucessor do reverenciado Eichi I, este relógio representa o auge da habilidade artesanal do Micro Artist Studio da Seiko, um atelier de elite cuja missão é competir com, e em muitos aspetos superar, os maiores nomes da alta relojoaria suíça. Posicionado no segmento ultra-luxo, o Eichi II é um relógio de cerimónia puro, destinado ao colecionador conhecedor que valoriza a perfeição do acabamento manual e a inovação tecnológica discreta em vez de logótipos ostensivos. A sua filosofia de design é de uma pureza enganadoramente simples: cada elemento, desde a caixa de platina polida com a técnica Zaratsu até ao imaculado mostrador de porcelana com marcadores pintados à mão, foi reduzido à sua forma mais essencial e executado com uma precisão obsessiva. O seu significado transcende a Credor e a Seiko; o Eichi II é uma prova definitiva de que a relojoaria japonesa alcançou um nível de arte e sofisticação que o coloca em conversas ao lado de mestres independentes como Philippe Dufour, redefinindo as perceções globais sobre o que constitui o zénite da cronometria.

HISTÓRIA

A história do Credor Eichi II é a história de uma busca incansável pela perfeição. As suas raízes estão no Micro Artist Studio (MAS), um pequeno e exclusivo atelier fundado em 2000 em Shiojiri, Nagano, com o objetivo explícito de criar os relógios mais excecionais do mundo. Em 2008, o MAS revelou a sua primeira obra-prima, o Eichi I (Ref. GBLQ999). Era um relógio de 35mm em platina, com um mostrador de porcelana e o inovador calibre Spring Drive 7R08. O Eichi I foi uma resposta direta aos mestres suíços, notoriamente inspirado pela filosofia de acabamento de Philippe Dufour, que tinha visitado o estúdio e partilhado os seus conhecimentos. Era um relógio de uma pureza e qualidade de acabamento espantosas, mas o seu design assimétrico e tamanho pequeno refletiam uma sensibilidade talvez mais de nicho. Seis anos depois, em 2014, a Seiko apresentou o sucessor: o Eichi II (Ref. GBLT999). Este novo modelo representou uma maturação e um refinamento da visão original. A caixa cresceu para uns mais contemporâneos 39mm, conferindo-lhe maior presença no pulso sem sacrificar a sua elegância sublime. O design evoluiu para uma simetria perfeita. O mostrador de porcelana Noritake, de um branco puro e translúcido, tornou-se a tela para marcadores de horas azuis meticulosamente pintados à mão por um único artesão do estúdio, um processo que leva um dia inteiro para um único mostrador. Os ponteiros de aço, perfeitamente formados, são azulados termicamente à mão para alcançar uma cor profunda e consistente que contrasta lindamente com o branco do mostrador. O coração do Eichi II é o Calibre 7R14, uma evolução do seu antecessor. Este movimento Spring Drive de corda manual é uma obra de arte visual e técnica. A sua arquitetura é dominada por uma grande ponte única, cujas curvas suaves foram inspiradas pela paisagem ao redor do Lago Suwa, visível do estúdio. Cada aresta da ponte é chanfrada e polida à mão até um brilho espelhado, uma tarefa de uma complexidade imensa. Os parafusos são azulados termicamente e as joias assentam em chatons polidos. Uma característica única é o Sistema de Retorno de Torque patenteado pela Seiko: quando a mola principal está totalmente carregada e produz mais torque do que o necessário, o sistema aproveita essa energia excedente para realimentar a mola, aumentando a reserva de marcha de 48 para 60 horas. No verso, o indicador de reserva de marcha e o tambor da mola, gravado com uma flor de campainha (o símbolo de Shiojiri), são as únicas 'complicações' visíveis, mantendo o foco na pureza do movimento. O impacto do Eichi II foi profundo. Cimentou a reputação do Micro Artist Studio como um dos melhores ateliers de relojoaria do mundo e provou que a inovação do Spring Drive podia coexistir com o mais alto nível de artesanato tradicional. Não existem variações significativas do GBLT999, pois cada peça é, em si, uma execução singular da mesma visão de perfeição. É um 'grail watch' para colecionadores, um ícone silencioso que não precisa de gritar para afirmar a sua supremacia.

CURIOSIDADES

O nome 'Eichi' (??) traduz-se do japonês como 'sabedoria' ou 'intelecto', refletindo a profundidade do pensamento e da habilidade artesanal investidos na sua criação. É amplamente reconhecido que o mestre relojoeiro independente Philippe Dufour visitou o Micro Artist Studio e a sua obra, especialmente o relógio 'Simplicity', serviu como uma inspiração direta e um padrão para o nível de acabamento manual aplicado aos movimentos Eichi. O Calibre 7R14 possui um Sistema de Retorno de Torque patenteado. Quando a mola principal está totalmente enrolada, o excesso de energia é capturado e usado para rebobinar a própria mola, estendendo a reserva de marcha em cerca de 25% (de 48 para 60 horas). O tambor da mola principal é adornado com uma gravura de uma 'Kikyo', a flor de campainha japonesa, que é o símbolo da cidade de Shiojiri, onde o Micro Artist Studio está localizado. O ponteiro dos segundos do Eichi II, movido pela tecnologia Spring Drive, não 'bate' nem 'tique-taqueia'. Desliza sobre o mostrador num movimento perfeitamente suave e contínuo, uma representação visual do conceito japonês do fluxo natural e ininterrupto do tempo. Devido ao trabalho manual intensivo, especialmente na pintura do mostrador e no acabamento do movimento, a produção anual do Eichi II é extremamente baixa, estimada em apenas cerca de 20 a 25 peças por ano, tornando-o um dos relógios de produção regular mais raros e exclusivos do mundo. O mostrador não é simplesmente pintado. É feito de porcelana fina pela Noritake, uma famosa fabricante japonesa. Os marcadores são então pintados à mão por um único artesão no estúdio, um processo que exige imensa concentração e habilidade para alcançar a perfeição.

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