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Longines Symphonette (2015): A Ode Art Déco em Formato Oval e a Harmonia entre a Relojoaria e a Joalheria


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Coleção feminina caracterizada pela caixa oval distinta e estética de joalheria, inspirada no Art Déco.

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RESUMO

Lançada na Baselworld de 2015, a coleção Longines Symphonette representa uma fusão magistral entre a herança histórica da marca de Saint-Imier e a estética contemporânea de luxo. Concebida como uma coleção exclusivamente feminina, o Symphonette distingue-se imediatamente pela sua arquitetura: uma caixa oval única, suave e feminina, que evoca o glamour nostálgico da era Art Déco, ao mesmo tempo que mantém uma ergonomia decididamente moderna. Esta linha não é apenas um instrumento de medição do tempo, mas uma peça de joalheria, projetada para mulheres que procuram uma elegância discreta, porém assertiva. Os relógios desta coleção variam em tamanhos (S, M, L) e acabamentos, apresentando caixas em aço inoxidável ou combinações bicolores com ouro rosa 18k, frequentemente adornadas com diamantes Top Wesselton de alta qualidade. Os mostradores são um espetáculo à parte, variando entre o clássico prateado com padrão 'flinqué', madrepérola iridescente ou lacado preto, complementados por algarismos romanos ou árabes. No coração destas peças batem movimentos de quartzo de precisão suíça, garantindo fiabilidade absoluta. O Symphonette de 2015 não é apenas um relógio; é uma declaração de estilo que encapsula a filosofia da Longines de que 'Elegância é uma atitude', servindo como uma homenagem tangível às raízes culturais da marca e à sua longa associação com as artes performativas.

HISTÓRIA

A história do modelo Symphonette da Longines é uma narrativa fascinante que transcende a engenharia horológica, mergulhando profundamente na história cultural do século XX e na estratégia de marketing pioneira da marca suíça. Embora a coleção moderna, tal como a conhecemos hoje com sua distinta caixa oval, tenha sido apresentada em 2015, o nome 'Symphonette' carrega um peso histórico monumental. A origem do nome remonta à década de 1940 nos Estados Unidos, onde a Longines patrocinou uma orquestra de música clássica para rádio, conhecida como 'The Longines Symphonette'. Este programa, transmitido nacionalmente, tornou-se um marco cultural, associando o nome Longines à precisão, à arte e à elegância auditiva. Durante décadas, a 'Symphonette' não era apenas um relógio, mas uma instituição musical que entrava nas casas de milhões de americanos, solidificando a reputação da marca. Quando a Longines decidiu reviver este nome em 2015, a escolha não foi meramente nostálgica, mas estratégica. O objetivo era criar uma coleção que capturasse a essência daquela era dourada — o otimismo e o design arrojado das décadas de 1920 a 1940 — e a transmutasse para o pulso da mulher do século XXI. O desafio técnico e estético era significativo: afastar-se da onipresença das caixas redondas e criar uma forma oval que fosse ergonomicamente perfeita e visualmente equilibrada. O design oval é notoriamente difícil de executar sem parecer antiquado ou desproporcional. A Longines, recorrendo aos seus arquivos do período Art Déco, desenhou uma elipse suave que flui organicamente para as asas e para a pulseira, criando uma silhueta contínua. A reintrodução em 2015 focou-se na ideia de 'joalheria diurna'. Diferente dos relógios de cocktail puramente decorativos dos anos 20, o novo Symphonette foi construído para ser robusto o suficiente para o uso diário, graças à tecnologia moderna de vedação e aos cristais de safira, mas refinado o suficiente para galas noturnas. A decisão de equipar a linha predominantemente com movimentos de quartzo foi pragmática e voltada para o perfil do consumidor alvo da época, que priorizava a precisão 'set-and-forget' e a espessura reduzida da caixa, algo que os movimentos mecânicos teriam dificultado numa caixa oval tão esbelta. O mostrador 'flinqué' prateado com algarismos romanos tornou-se a assinatura visual da coleção, uma referência direta aos relógios de bolso e de mesa clássicos da marca. A coleção Symphonette de 2015, portanto, não é apenas um relançamento; é a materialização de um legado acústico numa forma física, provando a capacidade da Longines de reinterpretar o seu vasto patrimônio histórico em peças de desejo contemporâneo.

CURIOSIDADES

1. Origem Radiofônica: O nome do relógio deriva diretamente da orquestra 'Longines Symphonette', que foi regida pelo famoso violinista Michel Piastro e transmitida via rádio de 1940 a 1957, um dos casos mais longos e bem-sucedidos de patrocínio de marca na história. 2. O Desafio do Vidro: O cristal de safira oval do Symphonette exige um processo de corte e polimento muito mais complexo e dispendioso do que os cristais redondos tradicionais para garantir o encaixe perfeito e a resistência à água. 3. Ouro 'Capped' vs. Banhado: Nos modelos bicolores, a Longines utiliza frequentemente uma técnica de 'capping' (uma espessa camada de ouro 18k sobre o aço) em vez de um simples banho, garantindo uma durabilidade muito superior que permite polimentos futuros sem remover o ouro. 4. Logotipo Alado: O logotipo da ampulheta alada da Longines aplicado no mostrador do Symphonette é, em algumas versões, aplicado à mão com relevo tridimensional, destacando-se sobre o padrão guilhoché. 5. Design da Bracelete: A pulseira de metal criada para o Symphonette em 2015 possui uma construção de elos específica (semelhante a grãos de arroz entrelaçados) que foi projetada para ter a flexibilidade de um tecido, maximizando o conforto no pulso feminino. 6. Variações de Diamantes: A Longines impõe um rigoroso controle de qualidade nos diamantes usados na luneta, utilizando apenas pedras com classificação Top Wesselton VVS, algo raro para relógios nesta faixa de preço na época do lançamento.

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