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Casio Pro Trek PRT-1GP Satellite Navi – O Titã Pioneiro que Colocou o GPS no Pulso


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O primeiro relógio de pulso do mundo com funcionalidade GPS (Sistema de Posicionamento Global) integrada, permitindo a determinação de latitude e longitude no pulso.

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RESUMO

Lançado em 1999, o Casio Pro Trek PRT-1GP representa um momento seminal na história da horologia e da tecnologia vestível. Foi, sem qualquer hipérbole, o primeiro relógio de pulso do mundo a integrar um receptor do Sistema de Posicionamento Global (GPS). Num tempo em que o GPS era domínio de unidades portáteis volumosas, a Casio conseguiu a proeza de miniaturizar esta tecnologia para o pulso, estabelecendo um marco que prefiguraria o advento dos smartwatches modernos. O seu design é uma expressão pura de funcionalidade sobre a forma; a sua caixa massiva e a antena externa proeminente não eram escolhas estéticas, mas sim necessidades de engenharia ditadas pelas limitações da tecnologia da época. Dirigido a exploradores, montanhistas e profissionais que operavam em ambientes remotos, o PRT-1GP não era um acessório de moda, mas um instrumento de sobrevivência e navegação de vanguarda. A sua importância transcende o seu sucesso comercial limitado; ele é um 'concept watch' tornado realidade, uma demonstração ousada da ambição da Casio em empurrar os limites do que um relógio poderia ser. Para os colecionadores e historiadores, o PRT-1GP não é apenas um relógio, mas sim o 'Paciente Zero' da navegação pessoal de pulso, um artefacto que encapsula perfeitamente a audácia tecnológica do final do século XX.

HISTÓRIA

No crepúsculo do século XX, a Casio já era uma força dominante no mundo dos relógios digitais, especialmente com a sua linha Pro Trek (conhecida como Pathfinder em alguns mercados), que se tinha tornado sinónimo de robustez e funcionalidade para atividades ao ar livre através do seu famoso 'Triple Sensor'. Contudo, em 1999, a marca japonesa executou um salto quântico que apanhou toda a indústria de surpresa: o lançamento do Pro Trek PRT-1GP. Este não foi uma evolução iterativa; foi uma revolução contida numa caixa de relógio. O contexto era crucial. O GPS, uma tecnologia militar americana, tinha-se tornado acessível ao público, mas os receptores civis eram dispositivos grandes, caros e com um consumo de energia voraz. A ideia de integrar um destes num relógio de pulso parecia pertencer ao domínio da ficção científica. A Casio, no entanto, abraçou o desafio monumental de engenharia. O resultado foi o PRT-1GP, um relógio de dimensões colossais para a época, cujo design era inteiramente subserviente à sua função principal. A enorme antena cinzenta, que se projeta da caixa, é o seu traço visual mais icónico e um testemunho honesto dos desafios da miniaturização da época. Não havia como esconder a tecnologia; pelo contrário, a Casio exibiu-a como um emblema de honra. O funcionamento do GPS no PRT-1GP era deliberado e exigente. Não fornecia rastreamento contínuo como os dispositivos atuais. O utilizador tinha de ativar o modo GPS, permanecer imóvel, preferencialmente com uma visão clara do céu, e esperar vários minutos para que o receptor de 8 canais estabelecesse ligação com os satélites. Uma vez estabelecida a ligação, o ecrã exibia as coordenadas de latitude e longitude. Não havia mapas, nem navegação por setas; era um fornecedor de dados puros que o utilizador teria de plotar num mapa físico. O relógio não teve gerações ou evoluções diretas sob a mesma referência. Foi mais um marco tecnológico do que o início de uma linha de produtos contínua. Os seus sucessores espirituais só apareceriam muitos anos mais tarde, em modelos como o Casio G-Shock Rangeman GPR-B1000, que já beneficiavam de décadas de avanços em microeletrónica, eficiência energética e tecnologia de ecrãs. O impacto do PRT-1GP na indústria foi profundo, embora não imediato. Comercializado a um preço elevado (cerca de ¥150,000 no Japão), era um produto de nicho. No entanto, o seu legado é imensurável. Ele provou que era possível integrar sensores complexos e conectividade global num formato de pulso. Abriu a porta para uma nova categoria de 'relógios-ferramenta' e plantou a semente que eventualmente floresceria na era dos smartwatches e dos wearables de fitness. Para os colecionadores hoje, encontrar um PRT-1GP em bom estado de funcionamento é um desafio, tornando-o um 'Graal' para os aficionados da tecnologia de relógios digitais. Ele permanece como um monumento à inovação audaciosa da Casio e um lembrete tangível de quão longe a tecnologia de pulso chegou.

CURIOSIDADES

O relógio ganhou o apelido de 'Satellite Navi' entre os entusiastas, um nome que descreve perfeitamente a sua função inovadora na época. O consumo de energia era um dos seus maiores desafios. Utilizava uma bateria de lítio CR2, comum em câmaras fotográficas, e a ativação da função GPS podia esgotá-la em poucas horas de uso contínuo. O PRT-1GP não era um navegador. A sua função era exclusivamente fornecer as coordenadas de latitude e longitude. Cabia ao utilizador ter um mapa físico e o conhecimento para interpretar e utilizar essa informação. A sua antena externa, embora esteticamente desafiadora para alguns, era uma necessidade técnica para garantir uma recepção de sinal minimamente viável com a tecnologia de 1999. O preço de lançamento era extremamente elevado para um relógio digital, posicionando-o como uma ferramenta profissional séria e não como um item de consumo em massa. O seu valor era comparável ao de equipamento de navegação dedicado. Ao contrário dos relógios GPS modernos que se sincronizam em segundos, o PRT-1GP podia levar de 2 a 5 minutos para obter um 'lock' dos satélites, exigindo que o utilizador permanecesse completamente imóvel durante o processo. Foi lançado em duas versões principais: a PRT-1GPJ-1 (pulseira de resina preta) e a PRT-1GPJ-3 (pulseira de tecido verde-oliva), ambas altamente procuradas por colecionadores.

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