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Breguet Classique Ref. 5140: A Pureza Eterna do Esmalte Grand Feu e a Modernidade do Silício


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Modelo distinto com mostrador em esmalte Grand Feu, numerais Breguet pintados e sub-segundos descentralizados às 5 horas.

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RESUMO

O Breguet Classique Ref. 5140, especialmente na sua iteração de 2006 com mostrador em esmalte 'Grand Feu', representa a quintessência do relógio de cerimónia neoclássico, um testemunho da capacidade inigualável da marca em fundir a sua herança histórica com a inovação tecnológica do século XXI. Posicionado no pináculo da relojoaria de luxo, este modelo destina-se ao conhecedor que valoriza tanto a pureza estética como a excelência mecânica. A sua filosofia de design é uma destilação direta dos códigos estilísticos estabelecidos pelo próprio Abraham-Louis Breguet há mais de duzentos anos: clareza, elegância e proporção impecável. No entanto, o 5140 não é um mero exercício de nostalgia. Com a sua caixa contemporânea de 40mm e, crucialmente, o seu movimento equipado com componentes de silício, ele representa uma ponte ousada entre o passado e o futuro. A sua significância reside precisamente nesta dualidade: é um guardião das tradições mais sagradas da horologia – como a arte do esmalte Grand Feu, os ponteiros 'pomme' e a carrura canelada – ao mesmo tempo que abraça materiais de vanguarda que o próprio Breguet, um inovador por natureza, certamente teria aplaudido. É uma peça que não grita por atenção, mas que a comanda através de uma sofisticação silenciosa e de uma execução artesanal irrepreensível.

HISTÓRIA

Lançado em meados da década de 2000, o Breguet Classique Ref. 5140 surgiu num período em que a indústria relojoeira, já recuperada da crise do quartzo, assistia a um florescimento da procura por relógios mecânicos de grande diâmetro. O 5140 foi a resposta da Breguet a esta tendência, servindo como sucessor de modelos Classique anteriores, mais pequenos, e estabelecendo um novo padrão de 40mm para o relógio de cerimónia da marca. Esta dimensão, considerada generosa para um relógio clássico na época, foi executada com tal mestria de proporções que o relógio manteve a sua elegância e equilíbrio inerentes, nunca parecendo excessivo no pulso. A verdadeira magia do modelo revelou-se na sua variante de 2006, com o sublime mostrador em esmalte 'Grand Feu'. Enquanto a versão padrão com mostrador 'guilloché' era já uma obra de arte, a versão em esmalte elevou o 5140 a um patamar de pureza e tradição artesanal ainda mais elevado. Este mostrador não era apenas branco; era um campo luminoso de esmalte vítreo, obtido através de um processo secular e notoriamente difícil, que conferia uma profundidade e uma permanência de cor inatingíveis por outros métodos. Os numerais Breguet pintados, em vez de aplicados, pareciam flutuar sobre esta superfície imaculada, oferecendo uma legibilidade e uma estética de inspiração direta dos relógios de bolso do final do século XVIII. O layout do mostrador, com o seu sub-mostrador de segundos posicionado de forma assimétrica às 5 horas, era uma escolha deliberada e historicamente informada, quebrando a simetria convencional e adicionando um toque de dinamismo visual que se tornou uma assinatura do modelo. Debaixo deste mostrador tradicionalista batia um coração resolutamente moderno: o calibre 502.3 SD. Baseado no lendário e ultra-fino movimento Frédéric Piguet 71, foi extensivamente modificado pela Breguet para incluir uma das suas inovações mais importantes da era moderna: componentes de escape (mola de balanço, âncora e roda de escape) feitos de silício. Esta foi uma das primeiras aplicações desta tecnologia de vanguarda numa linha tão clássica, uma decisão impulsionada pela visão de Nicolas G. Hayek Sr. de restabelecer a Breguet como líder em inovação, tal como fora nos tempos do seu fundador. O impacto do 5140 foi profundo. Ele demonstrou que um relógio podia ser simultaneamente um bastião da tradição artesanal e um veículo para a tecnologia de ponta. Consolidou a coleção Classique no século XXI e provou que o ADN de design de Breguet era suficientemente robusto para ser adaptado a tamanhos modernos sem perder a sua alma. Para os colecionadores, o Ref. 5140, e em particular a rara e cobiçada versão em esmalte 'Grand Feu', permanece um marco, representando o equilíbrio perfeito entre o legado artístico da 'velha' Breguet e a proeza técnica da 'nova' Breguet sob a égide do Swatch Group.

CURIOSIDADES

A posição incomum do sub-mostrador de segundos às 5 horas é uma homenagem direta a alguns dos relógios de bolso históricos de A.-L. Breguet, que frequentemente exibiam layouts de mostrador assimétricos e criativos. Cada mostrador em esmalte 'Grand Feu' é o resultado de um processo artesanal meticuloso que envolve múltiplas cozeduras a temperaturas superiores a 800°C. A taxa de falha é extremamente alta, tornando cada mostrador perfeito uma peça única e valiosa. O mostrador apresenta a 'assinatura secreta' de Breguet, uma marca de autenticidade quase invisível gravada perto do numeral 12, originalmente introduzida por volta de 1795 para combater a contrafação. O movimento, Calibre 502.3 SD, é uma evolução do lendário calibre ultra-fino Frédéric Piguet 71, um dos movimentos automáticos mais finos do século XX, aqui modernizado com a tecnologia de silício de ponta da Breguet. O lançamento de componentes de silício numa coleção tão clássica foi uma jogada ousada impulsionada pelo então CEO do Swatch Group, Nicolas G. Hayek Sr., que via a Breguet não apenas como um guardião da tradição, mas também como um pioneiro da inovação horológica. Ao contrário da maioria dos relógios de luxo, as asas da caixa do Classique 5140 são soldadas individualmente à carrura, um método de construção tradicional e dispendioso que garante uma transição mais fluida e elegante para a pulseira.

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