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Vulcain 50s Presidents Watch (2010): A Consagração do Legado Presidencial e a Excelência do Calibre Cricket V-21


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Lançamento da coleção heritage que oficializa o legado presidencial da marca, equipada com o calibre Cricket V-21.

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RESUMO

O ano de 2010 marcou um ponto de inflexão decisivo na trajetória da manufatura Vulcain com o lançamento da coleção '50s Presidents Watch'. Este modelo não foi apenas uma reedição vintage; representou a formalização institucional da alcunha histórica 'The Watch of Presidents', transformando uma herança informal em uma linha de luxo estruturada. No coração desta peça encontra-se o revolucionário Calibre Cricket V-21, um movimento de alarme mecânico de corda automática que modernizou a funcionalidade do lendário calibre de 1947 sem sacrificar sua assinatura acústica inconfundível. Esteticamente, o relógio captura a elegância sóbria da década de 1950, apresentando um mostrador abobadado, índices aplicados e ponteiros Dauphine, encapsulados em uma caixa contemporânea de 42mm. Para o colecionador e historiador, esta peça de 2010 é fundamental pois simboliza o momento em que a Vulcain conseguiu, com sucesso, equilibrar a nostalgia do pós-guerra com a exigência técnica da alta relojoaria moderna. O modelo celebra a continuidade de uma linhagem que adornou os pulsos de Truman, Eisenhower e Nixon, oferecendo a complicação de alarme mais icônica da história suíça em um pacote refinado e tecnicamente superior, solidificando o status da Vulcain como uma especialista em complicações acústicas.

HISTÓRIA

A história do '50s Presidents Watch' lançado em 2010 é indissociável da própria gênese da complicação de alarme de pulso. Embora a história comece tecnicamente em 1947, quando Robert Ditisheim e sua equipe de engenheiros conseguiram o que parecia impossível — criar um relógio de pulso com um alarme alto o suficiente para acordar seu usuário — o modelo de 2010 representa a maturação luxuosa deste conceito. O Cricket original ganhou fama imediata não apenas pela inovação técnica de seu sistema de membrana dupla (que agia como uma câmara de ressonância), mas pelo seu público de elite. A lenda 'Presidencial' começou quando a Associação de Fotógrafos da Casa Branca presenteou o presidente Harry S. Truman com um Vulcain Cricket. O relógio tornou-se seu companheiro constante, e uma anedota famosa relata o alarme disparando durante uma coletiva de imprensa, imortalizando o som do 'grilo'. O sucessor de Truman, Dwight D. Eisenhower, também era um usuário ávido, assim como Richard Nixon. No entanto, foi Lyndon B. Johnson quem se tornou o maior embaixador não oficial da marca; ele não apenas usava o Cricket, mas encomendava dezenas de unidades para presentear dignitários visitantes em Genebra, cimentando o relógio como uma ferramenta de diplomacia. Durante a crise do quartzo, a Vulcain, como muitas outras casas, entrou em um período de dormência. O renascimento no início dos anos 2000 trouxe o Cricket de volta, mas foi especificamente em 2010 que a marca decidiu capitalizar explicitamente sobre sua herança dourada. O lançamento da coleção '50s Presidents Watch' foi estratégico. A Vulcain precisava de um relógio que evocasse visualmente a era de Eisenhower (daí o nome '50s'), mas que atendesse às expectativas do consumidor do século XXI. A resposta foi a introdução do Calibre V-21. O V-21 foi um marco técnico para a Vulcain em 2010. Diferente dos calibres V-10 de corda manual que equipavam as reedições puristas, o V-21 era automático, oferecendo a conveniência do uso diário sem perder a complexidade do alarme mecânico. O desafio de engenharia era significativo: adicionar um sistema de rotor unidirecional a um movimento que já possuía dois barris de corda (um para o tempo, outro para o alarme) e um mecanismo de percussão, mantendo a espessura aceitável e a acústica perfeita. O modelo de 2010 conseguiu preservar o som estridente característico — produzido por um martelo batendo em um pino conectado a uma membrana interna — enquanto exibia acabamentos de Alta Relojoaria, como Côtes de Genève e parafusos azulados, visíveis através do fundo de safira, algo raro para relógios de alarme que tradicionalmente exigiam fundos sólidos para melhor som. Portanto, o modelo de 2010 não é apenas um relógio; é um documento histórico. Ele encerra o ciclo de transição da Vulcain de uma fabricante de ferramentas funcionais para uma Maison de prestígio, garantindo que o som que ecoou no Salão Oval durante a Guerra Fria continuasse a ressoar nos corredores da relojoaria moderna.

CURIOSIDADES

O sistema de alarme 'Cricket' imita o som de um grilo estridente devido a um martelo interno que golpeia um pino soldado a uma membrana metálica, amplificado por um fundo duplo perfurado. Lyndon B. Johnson era tão fã do modelo que escreveu pessoalmente à Vulcain solicitando que a marca incluísse a função de data nos mostradores, o que influenciou o desenvolvimento de modelos futuros. O Calibre V-21 utiliza o sistema patenteado 'Exactomatic', inventado pela Vulcain, que equaliza a fricção no eixo do balanço em todas as posições, garantindo maior precisão cronométrica. Ao contrário da maioria dos alarmes mecânicos que produzem um zumbido suave, o Cricket de 2010 mantém a capacidade de produzir cerca de 80 decibéis, suficiente para ser ouvido através de uma jaqueta ou em uma sala de reuniões. Mikhail Gorbachev foi presenteado com um Vulcain Cricket nos anos 80, o que significa que o relógio esteve presente nos pulsos dos líderes de ambos os lados da Cortina de Ferro durante o fim da Guerra Fria. A coleção de 2010 foi a primeira a utilizar sistematicamente o fundo de safira em larga escala na linha Heritage, desafiando a noção de que relógios de alarme precisavam de fundos de metal fechados para boa acústica.

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