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Casio MD-703 Claymore: O Mergulhador de Culto Japonês e a Obra-Prima do Design Utilitário dos Anos 80


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Diver analógico de culto, conhecido por sua construção robusta em aço e design de garras protegidas, apelidado de Claymore por colecionadores.

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RESUMO

Lançado em 1988, o Casio MD-703 representa um momento fascinante na história da horologia, quando a gigante dos relógios digitais decidiu afirmar a sua mestria também no competitivo mundo dos relógios de mergulho analógicos. Posicionado como um 'tool watch' robusto e acessível, o MD-703 não era apenas mais um relógio de mergulho; era uma declaração de engenharia e design. A sua filosofia centrava-se numa durabilidade intransigente, evidente na sua caixa de aço maciço e, mais notavelmente, no seu design de garras protetoras integradas que lhe renderam o apelido de 'Claymore' entre os colecionadores. O seu público-alvo eram mergulhadores recreativos e profissionais, bem como entusiastas que procuravam um relógio capaz de resistir aos rigores do uso diário e de aventuras extremas, sem o preço associado aos seus homólogos suíços ou mesmo aos seus concorrentes diretos da Seiko e Citizen. A sua significância hoje reside no seu estatuto de ícone de culto. Representa o auge da era dourada dos relógios de quartzo japoneses, um período em que a funcionalidade, a fiabilidade e um design arrojado e único eram primordiais. O MD-703 é a prova de que a Casio podia criar instrumentos analógicos com tanta alma e caráter quanto os seus famosos relógios digitais, tornando-se uma peça essencial para qualquer coleção focada em relógios de mergulho vintage.

HISTÓRIA

Em 1988, o mundo da relojoaria vivia sob o domínio indiscutível da tecnologia de quartzo japonesa. A Casio, já uma força titânica no segmento digital, procurava expandir e solidificar a sua reputação no fabrico de relógios analógicos sérios e competentes. Foi neste contexto que nasceu o MD-703, uma peça que transcendia a imagem puramente funcional da marca para se tornar um objeto de desejo e um futuro clássico de culto. O MD-703 não surgiu do vácuo; foi o culminar da experiência que a Casio vinha a acumular com a sua linha 'Marlin' e outros mergulhadores analógicos. Contudo, este modelo representou um salto quântico em termos de qualidade de construção e identidade visual. A sua característica mais marcante, e a génese do seu apelido, é a arquitetura da caixa. As garras não são meros apêndices para segurar a pulseira; são extensões monolíticas da própria caixa que se erguem para formar um escudo protetor massivo em torno da coroa rosqueada e do bisel. Esta estrutura, reminiscente da forma da mina antipessoal M18A1 Claymore, conferia ao relógio uma presença inconfundível no pulso e uma sensação de invulnerabilidade. O design não era apenas estético; era profundamente funcional, protegendo os pontos mais vulneráveis do relógio contra impactos. O MD-703 não teve 'gerações' no sentido moderno, sendo um modelo com um ciclo de produção relativamente curto, o que contribui para a sua raridade atual. No entanto, existiram variações significativas que são avidamente procuradas por colecionadores. A mais comum é a referência MD-703-1AV, com um bisel totalmente preto. Talvez a mais cobiçada seja a MD-703-7AV, com o seu icónico bisel 'Pepsi' (azul e vermelho), que evocava os grandes clássicos de mergulho da época. Pequenas diferenças nos mostradores, como a presença ou ausência do texto '200M', podem indicar diferentes mercados de destino ou fases de produção. O impacto do MD-703 na Casio foi subtil, mas duradouro. Embora não tenha atingido o volume de vendas de um G-Shock, provou internamente e ao mercado que a marca podia competir ao mais alto nível no design de 'tool watches' analógicos. O seu legado é o de um 'outsider' que ganhou o respeito através da sua engenharia superlativa e design audacioso. Hoje, o 'Claymore' é celebrado como um dos mais autênticos e bem construídos relógios de mergulho de quartzo dos anos 80, um testemunho de uma era em que a forma seguia a função de uma maneira bela e brutalista.

CURIOSIDADES

O apelido 'Claymore' foi cunhado pela comunidade de colecionadores devido à semelhança inegável do perfil da sua caixa, com os protetores de coroa e garras integradas, com a mina antipessoal M18A1 Claymore. Embora não tenha sido oficialmente usado em filmes famosos como o seu contemporâneo Seiko 'Arnie', o seu design robusto e militarista fê-lo parecer o relógio perfeito para um herói de ação dos anos 80, o que aumenta o seu charme nostálgico. Encontrar um MD-703 com a sua pulseira de borracha original é extremamente raro. O composto de borracha da época tendia a secar e a partir-se ao longo das décadas, tornando os exemplares completos muito mais valiosos. O módulo de quartzo Casio 394 no seu interior é um exemplo de simplicidade e fiabilidade. Muitos destes relógios, com mais de 30 anos, ainda funcionam perfeitamente com apenas trocas de bateria, um testemunho da engenharia japonesa. A ação do bisel de 60 cliques é notavelmente firme e tátil, um detalhe de qualidade que o distinguia de mergulhadores mais baratos e reforçava as suas credenciais como um instrumento de mergulho sério. O sistema de coroa rosqueada, protegido pelas enormes garras de aço, garantia a sua resistência à água de 200 metros e era um ponto de venda chave que sublinhava a sua natureza de 'ferramenta'. O MD-703 é frequentemente visto como a 'resposta' da Casio aos icónicos mergulhadores de quartzo da Seiko, como a série 7548, oferecendo uma estética completamente diferente, mas um nível de qualidade e robustez comparável.

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