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Baume & Mercier Ref. 3183-2: O Emblema Real Khanjar e a Diplomacia Horológica de Asprey


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Relógio em ouro amarelo 18K, Double Signed pela Asprey de Londres e ostentando o emblema real Khanjar. Encomendado pelo Sultão de Omã, Qaboos bin Said, com calibre automático BM 13220. Leiloado pela Phillips no The Geneva Watch Auction: FIVE.

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HISTÓRIA

A Baume & Mercier Ref. 3183-2 representa um capítulo singular na história da relojoaria do século XX, onde a manufatura suíça se encontrou com a diplomacia de Estado e o luxo britânico. Durante a década de 1970, o Sultão Qaboos bin Said de Omã estabeleceu uma tradição de encomendar relógios de prestígio a casas renomadas como a Asprey de Londres, para serem presenteados a dignitários, oficiais militares e membros de seu círculo íntimo. A escolha da Baume & Mercier, uma marca com raízes profundas na elegância e precisão, sublinha a sofisticação do gosto do monarca. O emblema 'Khanjar', símbolo nacional de Omã, não era apenas uma marca estética, mas um selo de soberania e reconhecimento pessoal. A colaboração com a Asprey, a joalheria oficial da Coroa Britânica, conferia a estas peças um status de 'proveniência real' que as torna, hoje, algumas das peças mais cobiçadas em leilões internacionais. A Ref. 3183-2, especificamente, encapsula o design minimalista e refinado que definia a estética da Baume & Mercier antes da crise do quartzo, focando na pureza das linhas e na confiabilidade mecânica. Engenheiristicamente, o calibre BM 13220 foi selecionado por sua robustez e facilidade de manutenção, características essenciais para relógios que seriam utilizados em climas áridos e condições variadas. A integração do emblema Khanjar no mostrador exigia um processo de impressão de alta precisão, realizado sob a supervisão da Asprey em Londres, garantindo que a iconografia real fosse aplicada com a dignidade e a qualidade exigidas pelo protocolo do Sultanato. O legado desta peça transcende a simples medição do tempo; ela é um artefato histórico que documenta a modernização de Omã sob o reinado de Qaboos bin Said. A raridade destas peças, muitas vezes não catalogadas em registros públicos de venda, faz com que cada exemplar que surge no mercado seja tratado como um tesouro arqueológico da relojoaria, atraindo colecionadores que buscam não apenas a excelência técnica, mas a narrativa política e cultural que cada 'Khanjar' carrega consigo.

CURIOSIDADES

• O emblema Khanjar é um dos símbolos mais protegidos e exclusivos da relojoaria, sendo que sua presença em um relógio aumenta exponencialmente seu valor de mercado em leilões como os da Phillips. • A Asprey de Londres atuava como um curador de luxo, onde a marca suíça (Baume & Mercier) fornecia o 'motor' e a joalheria britânica garantia a exclusividade do design e a personalização real. • Muitos destes relógios foram entregues pessoalmente pelo Sultão, tornando a 'proveniência' um fator crítico para a autenticação, muitas vezes exigindo pesquisa em arquivos de leilões históricos. • A produção destes modelos era extremamente limitada, restrita a lotes encomendados especificamente para o Palácio Real, o que significa que não existiam exemplares de prateleira com estas características.

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