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Longines Avigation BigEye (2017): O Renascimento do Cronógrafo 'Fantasma' e a Conquista do GPHG


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Vencedor do GPHG (Petite Aiguille), cronógrafo com contador de minutos superdimensionado, Calibre L688.

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RESUMO

O Longines Avigation BigEye, lançado em 2017, representa um dos ápices da aclamada linha Heritage da manufatura de Saint-Imier. Este modelo não é apenas uma reedição; é a materialização de um mistério horológico que culminou na vitória do prestigioso prêmio 'Petite Aiguille' no Grand Prix d'Horlogerie de Genève (GPHG) no ano de seu lançamento. Distinguido pela sua estética utilitária dos anos 1930 e, principalmente, pelo seu contador de minutos superdimensionado na posição das 3 horas — o 'Big Eye' —, o relógio foi projetado com um foco intransigente na legibilidade para pilotos. Sob o mostrador preto granulado reside o Calibre L688, um movimento de cronógrafo com roda de colunas, desenvolvido exclusivamente pela ETA para a Longines, oferecendo uma sofisticação técnica raramente vista em sua faixa de preço. A ausência de uma janela de data e a fidelidade às proporções vintage demonstram a dedicação da Longines em honrar o purismo do design original. O Avigation BigEye é amplamente considerado por críticos e colecionadores como um dos melhores cronógrafos modernos de inspiração militar, equilibrando perfeitamente a robustez histórica com a precisão mecânica contemporânea, solidificando sua posição como um ícone instantâneo no portfólio da marca.

HISTÓRIA

A história do Longines Avigation BigEye é fascinante porque começa não nos arquivos oficiais da marca, mas sim com um enigma trazido por um colecionador. Ao contrário de muitas reedições da linha Heritage, que são baseadas em modelos bem documentados dos catálogos históricos da Longines, o BigEye baseia-se num relógio dos anos 1930 que, até recentemente, a própria marca desconhecia possuir em seu legado. Segundo relatos históricos confirmados pelo museu da Longines em Saint-Imier, um colecionador apresentou à marca um cronógrafo de aviação antigo, cuja estética era inconfundivelmente Longines, mas que não constava nos registros de produção em série. Acredita-se que o modelo original fosse um protótipo experimental ou parte de uma série extremamente limitada destinada a uso militar, possivelmente nunca comercializada em larga escala. O design era puramente funcional: botões de cronógrafo grandes para serem operados com luvas de voo e um mostrador de alta legibilidade. O detalhe mais marcante era o contador de minutos do cronógrafo, significativamente maior do que os outros submostradores, projetado para permitir que os pilotos lessem os tempos decorridos instantaneamente em condições de turbulência ou baixa visibilidade. Em 2017, a Longines decidiu recriar esta peça misteriosa, batizando-a de 'Avigation BigEye'. O nome 'Avigation' é uma junção das palavras 'Aviation' (Aviação) e 'Navigation' (Navegação), um termo patenteado pela marca que remonta às suas raízes no fornecimento de instrumentos de precisão para pioneiros dos céus. A decisão de manter a estética fiel ao original 'fantasma' foi audaciosa. A marca optou por uma caixa de 41mm, ligeiramente maior que os padrões dos anos 30, mas adequada ao gosto contemporâneo, mantendo os botões tipo 'cogumelo' e o vidro de safira em formato de caixa que imita o acrílico da época. Tecnicamente, a Longines equipou o modelo com o Calibre L688. Este movimento é um diferencial crítico. Enquanto muitos cronógrafos nesta faixa de preço utilizam sistemas de cames e alavancas (mais econômicos), o L688 utiliza uma roda de colunas (column wheel) para controlar as funções de início, parada e reinício do cronógrafo. A roda de colunas, visível apenas ao abrir o relógio (já que este modelo possui um fundo sólido gravado), proporciona uma operação muito mais suave e precisa dos botões, sendo uma característica geralmente reservada à alta relojoaria. Esta democratização da mecânica de alta qualidade foi um fator decisivo para o seu reconhecimento global. A consagração do modelo ocorreu no mesmo ano de seu lançamento, em 2017, quando o júri do Grand Prix d'Horlogerie de Genève (GPHG) — considerado o 'Oscar' da relojoaria — concedeu ao Avigation BigEye o prêmio na categoria 'Petite Aiguille'. Esta categoria premia relógios que oferecem excelência técnica e design superior dentro de uma faixa de preço acessível. A vitória validou a estratégia da Longines de olhar para o seu passado obscuro para inovar no presente, provando que um relógio ferramenta, sem data e com raízes misteriosas, poderia superar concorrentes modernos e complexos.

CURIOSIDADES

1. O modelo original que inspirou o BigEye não estava nos arquivos da Longines; foi trazido ao museu por um colecionador particular, tornando-se um caso raro de 'engenharia reversa' histórica. 2. O termo 'BigEye' refere-se exclusivamente ao submostrador de 30 minutos às 3 horas, que é desproporcionalmente maior para facilitar a leitura rápida por pilotos em combate ou navegação. 3. A palavra 'Avigation' é um neologismo histórico da marca, fundindo 'Aviation' e 'Navigation', usado pela primeira vez na década de 1920. 4. Ao contrário da tendência moderna, a Longines optou por não incluir uma janela de data, uma decisão louvada por puristas por manter a simetria e a integridade histórica do mostrador. 5. Os botões do cronógrafo são do tipo 'cogumelo' e superdimensionados, uma característica ergonômica vital para pilotos que usavam luvas de couro grossas. 6. O fundo da caixa não é transparente, mas sim de aço sólido com uma gravura especial de uma aeronave, evocando os relógios militares que não podiam ter fundos de vidro por questões de resistência magnética e estrutural. 7. O movimento L688 possui uma roda de colunas azulada (embora oculta), uma assinatura visual da ETA para os calibres exclusivos da Longines.

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