Logo Time66

Menu de Acesso

Foto do Perfil

Confira as vantagens do Assinante!

Ver Assinatura

Notificações

Favre-Leuba Bathy 50 Depth Gauge Ref. 53243 (1968)


Compartilhar postagem:

O Santo Graal da marca. Primeiro relógio mecânico a exibir a profundidade de mergulho em tempo real via membrana de cobre-berílio. Calibre Peseux 320 modificado. Raríssimo (menos de 1.000 produzidos), com mostrador Paul Newman style para leitura de descompressão.

Avaliar
Últimos comentários


RESUMO

O Favre-Leuba Bathy 50, lançado em 1968, representa um marco monumental na engenharia horológica subaquática, sendo amplamente reconhecido como o 'Santo Graal' da manufatura suíça. Diferenciando-se de meros relógios de mergulho que apenas resistem à pressão, o Bathy 50 foi concebido como um instrumento de medição ativo. É celebrado historicamente como o primeiro relógio de pulso mecânico a incorporar um profundímetro prático e legível em tempo real, utilizando uma sofisticada membrana de cobre-berílio. Este modelo não é apenas um relógio 'diver', mas uma ferramenta de sobrevivência que opera através da detecção da pressão hidrostática, convertendo-a em uma leitura analógica de profundidade no mostrador. Equipado com o calibre manual FL 1164 (baseado no Peseux 320), o relógio reflete o auge da era dourada dos 'tool watches'. Com uma produção estimada em menos de 1.000 unidades, sua raridade é amplificada pela fragilidade do mecanismo de profundidade ao longo das décadas, tornando exemplares funcionais e em bom estado de conservação verdadeiros unicórnios no mercado de colecionadores.

HISTÓRIA

A gênese do Bathy 50 remonta à década de 1960, um período de exploração desenfreada onde a Favre-Leuba se estabeleceu como pioneira em 'instrumentos de pulso'. Após o sucesso do modelo 'Bivouac' em 1962 (o primeiro relógio mecânico com altímetro e barômetro aneroide), a marca voltou sua atenção para as profundezas oceânicas. O desafio técnico para o Bathy 50 era exponencialmente maior do que para o Bivouac: como permitir a entrada de água para medir a pressão sem comprometer a estanqueidade do movimento do relógio? A solução encontrada pelos engenheiros da Favre-Leuba foi a implementação de um sistema de dupla vedação e uma membrana deformável feita de uma liga de cobre-berílio (escolhida por sua elasticidade e resistência à corrosão). A caixa do relógio possui aberturas no fundo que permitem que a água entre em uma câmara isolada; a pressão da água empurra a membrana, que por sua vez aciona um mecanismo de alavanca conectado ao ponteiro central de profundidade (geralmente vermelho ou laranja). O calibre base escolhido, o Peseux 320, era um movimento manual confiável e fino, o que permitiu a adição do módulo de profundidade sem tornar o relógio excessivamente espesso. O design do mostrador, frequentemente comparado aos mostradores 'Paul Newman' da Rolex devido à tipografia Art Déco e aos marcadores de bloco nos sub-registros de descompressão, foi projetado para legibilidade máxima em condições de baixa luminosidade subaquática. O Bathy 50 permaneceu em produção por um período curto, vitimado tanto pela Crise do Quartzo quanto pela complexidade e custo de sua manutenção, consolidando seu status atual de ícone cult.

CURIOSIDADES

1. O ponteiro central vermelho não é um ponteiro de segundos, mas sim o indicador de profundidade; em superfície, ele repousa na marca das 12 horas ou no zero da escala. 2. A liga de cobre-berílio da membrana é a mesma utilizada em giroscópios de precisão e molas de válvulas de alta performance, devido à sua 'memória' elástica superior. 3. Existem duas versões principais do mostrador: o Bathy 50 (calibrado em metros) e o Bathy 160 (calibrado em pés, destinado ao mercado americano e britânico). 4. Diferente de muitos relógios de mergulho que usam válvulas de hélio para saturação, o Bathy possui uma arquitetura que propositalmente permite a entrada de água em uma câmara traseira, exigindo lavagem com água doce após cada mergulho para evitar acúmulo de sal na membrana. 5. O mostrador exibe marcações específicas para paradas de descompressão, uma característica vital para mergulhadores da era pré-computador de mergulho. 6. A manutenção deste calibre é notoriamente difícil; pouquíssimos relojoeiros no mundo possuem as ferramentas e o conhecimento para calibrar corretamente a tensão da membrana de profundidade. 7. Apesar de ser um 'diver', o movimento é de corda manual, o que é incomum para a categoria, pois exige que o mergulhador desenrosque a coroa diariamente, aumentando o risco de desgaste das vedações.

Você pode gostar

Ver Mais

Filtrar

Marcas